A Prefeitura de Rondonópolis por intermédio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), iniciou nesta segunda-feira (14) as obras de revitalização de toda a pista de caminhada e canteiro central da avenida Bandeirantes na parte duplicada.
Com uma extensão de 3,3 km, essa parte duplicada da Bandeirantes começa a partir da Rua Aeroporto, e segue até a proximidade da ponte sobre o Córrego Lageadinho, nas imediações do Quartel da Polícia Militar Ambiental.
Conforme o fiscal de contrato da obra engenheiro Victor Araújo Rodrigues da Sinfra, a empresa vencedora da licitação foi a Medeiros Engenharia e Construções Ltda, que terá um prazo de nove meses para executar a obra que foi orçada em R$ 2.673.842,94 e será custeada com recurso próprios do município.
Projeto 3D da obra…
Segundo o contrato a obra compreende revitalização de toda a extensão da pista de caminhada e canteiro central da avenida Bandeirantes, incluindo demolição do piso existente para troca por piso Inter travado.
No projeto arquitetônico urbanístico consta que será implantada uma nova iluminação (alta e baixa) no trecho, incluindo a instalação de postes metálicos com lâmpadas de led.
O início dos serviços foram nesta segunda feira dia (14), com a instalação de tapumes. A partir daí se iniciam as demolições e remoções dos detritos, começando da proximidade da ponte nas proximidades da PM Ambiental.
Conforme o fiscal da obra a empreiteira fechará trechos de 30 metros aproximadamente onde interditará uma faixa da avenida com a devida sinalização e apoio do Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito – Setrat
Essa obra de revitalização é uma reivindicação antiga dos moradores e usuários da citada via, que enxergavam a necessidade de uma reforma do local que é bastante utilizado e frequentado por um grande número de pessoas diariamente.
Na verdade a gestão municipal tem voltado parte de suas políticas públicas para fomentar a qualidade de vida e cidadania para os seus munícipes, sejam da zona urbana ou zona rural.
Para tanto, a municipalidade tem investido fortemente na construção de áreas verdes, praças e espaços de laser para as comunidades espalhadas pelos quatro cantos da cidade.
O prefeito José Carlos do Pátio vê esses investimentos como oportunidade de garantir cidadania e proporcionar mais qualidade de vida a população local.
Ao levar pessoas para dentro da biblioteca para usufruírem dos mais diversos tipos de linguagens artísticas, preenche-se esse equipamento cultural de vida e multiplica-se o conhecimento nas suas mais diversas formas. Essa é a opinião do secretário adjunto de Cultura e Juventude, Jeth Wilson Figueiredo, quando se refere ao lançamento da obra de autoficção de Janete Oliveira de Carvalho, que acontece na próxima sexta-feira (25), às 19h, na Biblioteca Rachid Mamed.
Jeth salienta ainda que a iniciativa faz parte do Projeto Biblioteca Viva, que acredita que a cultura não está longe, mas perto e dentro da comunidade, podendo ser sorvida e produzida pelos próprios membros do grupo comunitário. “A biblioteca deve ser lugar de encontro, troca de ideias, manifestação, participação e formação cultural através da realização de uma programação vasta e intensa. Assim, por meio de ações como o lançamento do livro da Janete, buscamos incentivar a população a frequentar nossas bibliotecas e ter nesses espaços públicos locais de expressão e consumo de cultura nas suas variadas modalidades”, defende ele.
Registros feitos ao longo do tempo no papel, como se este fosse seu melhor amigo, foram transformados em uma obra literária em que a autora, com sensibilidade e maestria, aborda temas delicados, mas necessários, como abuso psicológico e físico na infância, além do silenciamento que perpetua a violência contra a criança.
A escrita como catarse foi seu refúgio durante um grande período, permitindo que Janete conseguisse processar memórias dolorosas. “Um dia, ao mostrar alguns textos para meu psicanalista, ele sugeriu que eu os publicasse. Acolhi a ideia e comecei a elaborar os escritos não mais apenas para desabafar, mas para dividi-los com as pessoas”, comenta ela.
Tomando como linha mestra da trama a atitude insidiosa e invasiva por parte de quem deveria cuidar e proteger, mas, se aproveitando da autoridade e ascendência da qual era investido à época dos fatos, massacra e oprime o vulnerável e indefeso, a escritora tece a autoficção levando o leitor a um recinto pantanoso com uma atmosfera sombria onde se passam os acontecimentos, instigando-o a questionar títulos e papéis atribuídos mas, por vezes, não desempenhados, como paternidade e patriarcado.
Densa, a obra traz questões importantes e atuais sobre a fragilidade infantil diante a violência contra a criança, julgamento social e familiar, culpabilização, intimidação, vergonha e medo. A invalidação e a descredibilização da vítima, como mais um fardo a ser enfrentado, são outros aspectos desse contexto penoso retratado pela autora.
Residindo atualmente em Itanhaém (SP), onde já lançou o livro, a escritora, que é natural de Goiânia, declara que fazer a noite de autógrafos em Rondonópolis – cidade na qual morou de 1986 a 2007, formou sua família, construiu sua carreira como professora e sua vida pública – é uma prova de fogo, já que agora, por meio dessa obra, as pessoas vão ver quem é a verdadeira Janete, sem maquiagem.
“Quem me conhece em Rondonópolis tem uma imagem social e superficial sobre mim. Mas, depois de lerem o livro, todos vão me enxergar na intimidade, vão saber da bagagem e das marcas que carrego na alma”, manifesta a escritora.
Para Janete, falar sobre um tema tão delicado é fundamental para coibir que situações semelhantes aconteçam com outras pessoas. “Meu desejo, quando decidi publicar essa história, era que ela fosse uma ferramenta de libertação para aqueles, homens e mulheres, que tenham sido abusados psicológica e fisicamente. Acredito que a palavra é o início da cura. Ela liberta. Por isso, é preciso tocar nesse assunto, evitar sua naturalização e legitimar o discurso da vítima que, recorrentemente, é colocado em dúvida”, declara a autora.
São 316 páginas em que Janete faz revelações e reflexões sobre a vulnerabilidade da criança, seu espaço e a voz que lhe é dada no seio familiar, abuso e tomada de consciência por parte da vítima e consequências na vida adulta, desmistificando tabus e destrinchando os nós desse novelo social que impactam os atingidos pela violência, encarando o assunto com a coragem, a força e a sabedoria daqueles que sofreram, mas sobreviveram.
Oportunidades como a que vai ocorrer na próxima sexta-feira estão abertas a entidades, produtores e fazedores de cultura que queiram expor seus trabalhos em um dos equipamentos culturais disponíveis na cidade.
Em Rondonópolis, há duas bibliotecas públicas que adotam o Projeto Biblioteca Viva, conforme ressalta Jeth: “Utilizamos essa concepção tanto na Rachid Mamed, que se encontra no Centro, quanto na Biblioteca Manoel Severino da Silva, que se localiza na Vila Operária. Ambas recebem aqueles que queiram fazer saraus, performances, apresentações, enfim, encontros cultuarais”.
Reservas para usar os espaços de uma das duas bibliotecas podem ser feitas presencialmente no Centro Cultural José Sobrinho, na Rua Barão do Rio Branco 2.650, Jardim Santa Luzia, entre a OAB e a UPA, ou através do e.mail [email protected].
A Biblioteca Rachid Mamed fica na Avenida Marechal Rondon 639, Centro.
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