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Prefeitura de Cuiabá reabre Biblioteca Municipal e capital ganha um novo espaço de conhecimento e inclusão

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Depois de 12 anos fechada, a Biblioteca Pública Municipal Manoel Cavalcante Proença é reaberta pela gestão Emanuel Pinheiro nesta segunda-feira (30). Considerado um importante centro cultural e educativo de Cuiabá, o espaço conta com uma infraestrutura proporcional ao conceito atual de uma biblioteca, moderna e adaptada com mais recursos e um ambiente renovado, para atender com excelência tanto estudantes quanto pesquisadores. Outro destaque importante é a acessibilidade. O evento de reabertura contou com apresentações musicais dos professores do Projeto Cuiabá Sonoro.

Conta com um acervo diversificado e de alta qualidade, com mais de mil livros em diferentes áreas do conhecimento, abrangendo desde obras científicas, literárias, técnicas até culturais.

A biblioteca foi reformada com estantes novas, adaptadas para o uso de Pessoas com Deficiência (PCDs), tornando o ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos. Cada detalhe foi pensado para garantir o conforto e a liberdade de acesso, proporcionando uma experiência positiva para todos os visitantes.

A nova estrutura totalmente climatizada oferece também uma sala de estudos equipada com mesas, computadores e acesso à Internet, possibilitando um ambiente ideal para alunos, pesquisadores e demais interessados em realizar estudos e pesquisas de forma tranquila e eficiente. São 25 computadores disponíveis para o uso do público, garantindo acesso à informação digital e a recursos online essenciais para o aprendizado e a produção de conhecimento.

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“Com esses novos recursos e melhorias, a Biblioteca Municipal reafirma seu compromisso com a educação, o acesso à informação e a inclusão social. A reabertura da Biblioteca Municipal é mais do que uma renovação física. É um novo capítulo na história de nossa cidade, um espaço que se reinventa para continuar sendo um farol de cultura e educação para toda a comunidade”, declarou o prefeito Emanuel Pinheiro.

“Fizemos uma readequação da biblioteca para finalmente voltar a funcionar e atender o público, com internet à disposição e com novas prateleiras adequadas ao sistema de uso dos PCDs, porque tem que ser mais baixo, para que tenham acesso sem precisar de ajuda. Além do acervo exposto, a biblioteca tem a disponibilidade de 25 computadores para as pesquisas. Se cada um for usado por 4 pessoas por dia, teremos 100 pessoas diariamente”, explicou o secretário Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Justino Astrevo.

Além da disponibilidade para pesquisa, a Biblioteca Municipal também poderá emprestar os livros.

LONGA ESPERA

Vários gestores passaram e não reabriram o local. Por conta da demora, as pessoas foram perdendo o hábito de visitar a biblioteca. Mas, a procura retomará na medida que as pessoas vão divulgando.

Nesse tempo, os servidores da biblioteca se mantiveram otimistas de que seria revitalizada. “São pessoas que aproveitaram para se qualificar, fizeram biblioteconomia e vão estar atendendo o público. Eu ficaria frustrado se não reabrisse a biblioteca até hoje, 30 de dezembro. Desde o dia que assumi, como secretário há cerca de sete meses, batalhei com toda a equipe para realizar esse sonho de todos nós aqui, e o prefeito Emanuel Pinheiro apoiou a iniciativa”, disse o Justino.

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Rubens de Souza Rufino, um dos servidores responsáveis pelo atendimento (há outros três nessa atribuição) não conseguiu conter a emoção e alegria com a reabertura da biblioteca. “É uma das melhores. E digo com muita emoção, era ruim alguém chegar aqui e ter que mandar procurar as outras bibliotecas. Então, hoje nós temos, climatizada e estruturada. Agora temos condições de atender a nossa população, na hora que chegar aqui, e teremos o maior prazer de atender. Sou servidor público, e eu procuro atender o público da melhor maneira possível, porque eu sou servidor deles. Eu não quero que as pessoas saiam daqui sem uma resposta. Então, eu digo que 99% do nosso público encontrará o que precisa aqui”, frisou o servidor.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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