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Suplicy recua de prévias e defende apoio a Marta para vice de Boulos

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Eduardo Suplicy (PT) defendeu a realização de prévias, mas recuou após não haver candidatas para a disputa
Rodrigo Costa/Alesp

Eduardo Suplicy (PT) defendeu a realização de prévias, mas recuou após não haver candidatas para a disputa

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) recuou do pedido de prévias partidárias e defendeu o nome de Marta Suplicy como vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela Prefeitura de São Paulo neste ano. O pedido aconteceu na terça-feira (16), durante uma reunião da executiva municipal da legenda na capital paulista.

Quando o nome de Marta passou a circular nos corredores do PT, Suplicy articulou a realização de prévias para a escolha de um nome. O próprio ex-senador chegou a ser cotado como vice de Boulos, mas a legenda defendia o nome de uma mulher para compor a chapa. Suplicy, então, tentou emplacar os nomes da vereadora Luna Zarattini e da deputada federal Juliana Cardoso.

Ao iG, Suplicy disse que optou por manter a ‘unidade familiar’ e disse que decidiu pelo apoio a Marta após perceber não haver outros candidatos para a realização de uma prévia. Ele ressaltou que participará ativamente da campanha e lembrou de sua afinidade com Guilherme Boulos.

“Defendi a realização de prévias, que é uma cultura do partido. Mas, tendo em vista o regresso da Marta e por não haver mais candidatos, eu apoiei o nome dela para ser a vice do Guilherme Boulos”, disse.

“Luna [Zarattini] e Juliana [Cardoso] preferiram se manter como vereadora e deputada federal, respectivamente, e devem se candidatar à reeleição para seus cargos. Então, resolvi chegar a um entendimento, preferi manter a unidade da família, com três filhos e sete netos muito queridos, e resolvi aceitar a candidatura da Marta com o Boulos. Participarei da campanha, tenho afinidade com o Boulos”, concluiu.

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Aos jornalistas, o presidente do PT de São Paulo, Laércio Ribeiro, afirmou que os nomes dos líderes partidários, como Suplicy e dos deputados estaduais Paulo Fiorillo e Antônio Donato, foram cogitados. Ainda estavam na lista os nomes de Luna Zarattini, Juliana Cardoso e da professora Ana Estela Haddad, esposa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Entretanto, pesou a preferência e a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entorno do nome de Marta Suplicy. Ela deve retornar ao partido em que foi filiada por mais de três décadas e que deixou em 2015 após os escândalos de corrupção que assolaram o partido com a Operação Lava Jato.

No encontro da executiva, líderes partidários ressaltaram a resistência ao nome de Marta, mas a diretoria garante que conseguirá driblar as divergências e que deve acatar a filiação da ex-senadora.

“É importante respeitar a opinião das alas e quanto ao diálogo que a Marta vai ter com o partido, com a direção do partido, ela terá a oportunidade de dialogar com aqueles que apresentaram objeções à sua filiação”, afirmou Eduardo Suplicy.

O ex-companheiro de Marta no Senado ressaltou a defesa de conversas entre a vice de Boulos e correlegionários do PT para a apresentação de demandas e defendeu a transparência na coligação.

“Eu acho natural, são representantes da população e precisamos estar bem informados. Precisamos enfatizar como nós queremos uma administração: com participação popular e transparência”, disse o deputado.

Marta de volta ao PT

O nome de Marta como vice de Boulos era especulado desde dezembro, mas ganhou força nesta semana após uma reunião entre ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das condições para compor a chapa do psolista era de que Lula fizesse a indicação do vice.

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Até o dia 9 de janeiro, Marta ocupava o cargo de secretária de Relações Internacionais na Prefeitura de São Paulo, mas pediu demissão após aceitar o convite de Lula para ser vice de Boulos. Nos bastidores, a notícia revoltou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que contava com o apoio dela para a sua candidatura à reeleição.

Marta retorna ao PT após oito anos longe do partido. Pela legenda, foi deputada federal, ministra dos governos Lula e Dilma Rousseff, senadora e prefeita de São Paulo entre 2001 e 2005.

Ela deixou o grupo político após as acusações da Operação Lava Jato e migrou para o MDB. Em 2018, deixou a legenda e ficou sem partido por dois anos, quando se filiou ao Solidariedade. Durante a pandemia, também saiu da legenda e se tornou próxima do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morto em 2021, e que a convidou para assumir o cargo na secretaria.

Fora do PT, Marta votou, enquanto senadora, pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, além de se mostrar favorável à regra do Teto de Gastos.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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