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Rock’n Quadradin: conheça o festival que nasceu de grupo do WhatsApp no DF

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Rock’n Quadradin: conheça o festival que nasceu de grupo do WhatsApp no DF
Caio Barbieri

Rock’n Quadradin: conheça o festival que nasceu de grupo do WhatsApp no DF

Foi a partir do fim de um relacionamento que o empresário Daniel Wills decidiu, ao lado do hoje sócio Alonso Filho, criar um grupo de WhatsApp para se conectar com novas amizades. Em poucos dias, a comunidade já contava com mais de 500 integrantes, todos interessados em conhecer pessoas diferentes.

O que começou como uma ideia para novas conexões acabou crescendo e hoje virou uma página no Instagram dedicada a dar dicas sobre os melhores evento em Brasília. O perfil Os melhores do Quadradin , que já conta com mais de mil seguidores orgânicos.

“Tudo começa com um pé na bunda, né? Eu levei um pé na bunda ano passado, fiquei muito mal, muito sozinho e aí eu e me sócio decidimos criar um grupo para a galera se conhecer, sair, fazer coisas. Então, criei uma comunidade no WhatsApp que em cinco dias tinha 500 pessoas, a coisa explodiu, ficou gigante. E aí a gente fez o Instagram, aumentou mais ainda, e hoje a gente está com quase 1.100 pessoas. Com isso, a gente já começou a fechar parcerias e fazer eventos”, disse Daniel Wills ao GPS|Brasília .

A partir da reunião dessas pessoas com interesses parecidos surgiu a ideia de realizar um festival para que todo mundo pudesse se juntar e, o melhor, ao som de música boa com pessoas, de alguma forma, familiarizadas.

Assim nasceu a 1º edição do Rock’N Quadradin, que pretende animar Brasília no próximo dia 14 de junho. Os sócios prometem uma noite de rock e eletrônico na Mormaii Surf Bar, localizada da Orla da Ponte JK, e com a vista especial para o Lago Paranoá.

O evento contará com performances eletrizantes da Banda Vital, liderada por Marquinho Vital, também cantor do Bloco Eduardo e Mônica, e da Banda Fuzo, liderada por Franklin, vocalista do Aborto Elétrico.

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Além disso, quem estiver no evento terá a oportunidade de prestigiar participações especiais de artistas como Alex Hurtado, Aline Lakiss, André Carneiro, Daniel Negreiros, Rafa Alves e Renato Azambuja.

Alguns dos melhores músicos da cena local se reunirão em um mesmo palco para uma noite de pura energia e rock n’ roll . Para fechar de maneira especial, , o after hours acontecerá no rooftop do local, um dos mais bonitos da cidade, com a DJ Ana Chris, que levará a mistura perfeita com eletro rock para animar o público até altas horas.

Daniel Wills destaca a importância de garantir o ingresso o quanto antes, já que a casa está sujeita a super lotação. Os ingressos podem ser adquiridos neste link .

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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