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Resumão da rodada: confira como foram os jogos do Brasileirão

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Resumão da rodada: confira como foram os jogos do Brasileirão
Tiago Fernandes

Resumão da rodada: confira como foram os jogos do Brasileirão

Chegou ao fim mais uma rodada do Campeonato Brasileiro . Enquanto na parte de cima da tabela, Botafogo e Palmeiras seguem firmes na luta pela liderança, na parte de baixo, o Fluminense perdeu mais uma e divide o chamado Z4 com Grêmio, Corinthians e Atlético-GO. Acompanhe um resumo do que aconteceu de mais importante em uma das competições mais disputadas do mundo.

Entre os destaques desta rodada está a interminável crise vivida pelo Fluminense. Após empatar com o Internacional na estreia do técnico Mano Menezes e encerrar uma sequência de cinco derrotas seguidas, o tricolor voltou a perder. O atual campeão da Copa Libertadores foi derrotado pelo Fortaleza neste domingo por 1 a 0, gol de Lucero, na Arena Castelão, na capital cearense.

Foi a décima derrota do Fluminense em 15 rodadas. Na lanterna do Brasileirão, o time de Mano vai permanecer nesta posição mesmo que vença seu próximo jogo, contra o Criciúma, em Santa Catarina, na quinta-feira, já que o 19º colocado no Brasileiro tem 11 pontos, quatro a mais do que o Fluminense.

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Em Porto Alegre, o retorno do Internacional ao Beira-Rio, após as enchentes no Rio Grande do Sul, não vai ficar na memória do torcedor colorado como uma boa lembrança. Com um futebol pouco eficiente, a equipe gaúcha acabou perdendo por 2 a 1 para o Vasco.

Sem vencer há quatro jogos, o Inter continua com 19 pontos, na metade da tabela, porém, com dois jogos a menos que a maioria dos seus concorrentes. O time gaúcho reencontrou sua torcida após 70 dias, mas foi uma volta fria, acompanhando a temperatura de 11 graus, com sensação térmica de sete e uma leve garoa. Ao final, os mais de 33 mil torcedores vaiaram o time como protesto.

Outro destaque foi o Botafogo , que ultrapassou o Palmeiras e segue perseguindo o Flamengo de perto. Com belos gols, todos de fora da área, o Fogão arrasou o Atlético-MG pelo placar de 3 a 0. A equipe carioca aproveitou a vantagem numérica ao longo da maior parte do jogo para impor seu domínio no Engenhão, no Rio de Janeiro, e confirmar seu bom momento na temporada.

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O resultado manteve o Botafogo na briga pela liderança da tabela. O time soma 30 pontos, apenas um atrás do líder Flamengo, que tropeçou na rodada – empatou com o Cuiabá. Já o Atlético acumulou seu terceiro jogo seguido sem vitória. Com 18 pontos, figura na 12ª colocação da tabela.

Mais dois placares elásticos também chamaram atenção neste domingo. Em Minas Gerais, o Cruzeiro goleou o Corinthians e, no Rio Grande do Sul, o Juventude levou a melhor diante do Grêmio, no clássico gaúcho. Ambos os jogos também terminaram 3 a 0 para os anfitriões.

Confira abaixo os resultados e o público de mais uma rodada do Brasileirão:

  • São Paulo 2 x 0 Bragantino (46.321 pessoas)
  • Flamengo 1 x 1 Cuiabá (54.948 pessoas)
  • Juventude 3 x 0 Grêmio (7.984 pessoas)
  • Fortaleza 1 x 0 Fluminense (34.831 pessoas)
  • Cruzeiro 3 x 0 Corinthians (55.186 pessoas)
  • Internacional 1 x 2 Vasco (33.791 pessoas)
  • Vitória 2 x 1 Criciúma (16.615 pessoas)
  • Palmeiras 2 x 0 Bahia (40.198 pessoas)
  • Atlético-GO 1 x 2 Athletico-PR (6.152 pessoas)
  • Botafogo 3 x 0 Atlético-MG (21.582 pessoas)

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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