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Provão Paulista começa hoje; entenda como funciona o ‘Enem estadual’

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Provão Paulista será aplicado a partir desta quarta (29)
Divulgação/Seduc SP

Provão Paulista será aplicado a partir desta quarta (29)

A partir desta quarta-feira (29), acontece o primeiro dia de aplicação do Provão Paulista Seriado, uma espécie de “Enem estadual”, que será realizado por mais de 1,2 milhão de estudantes que vão concorrer a vagas no ensino superior público e gratuito paulista.

Esta é a primeira edição do exame e ela conta com mais de 15 mil vagas nas seguintes instituições:

  • Universidade de São Paulo (USP);
  • Universidade Estadual Paulista (Unesp);
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
  • Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs);
  • Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).

O que cai e como funciona a prova?

Os itens avaliados no exame foram elaborados de acordo com o Currículo Paulista e exigem habilidades como interpretação de texto e a realização de questões contextualizadas e diretas.

No total, o caderno de prova de cada série conta com 90 questões de múltipla escolha.

Neste primeiro dia de aplicação, serão aplicadas as provas de Linguagens e suas Tecnologias — que inclui as disciplinas de língua portuguesa com 20 questões e língua inglesa com quatro questões — e de Ciências da Natureza — com questões de física, química e biologia, sendo oito de cada.

Já no segundo dia, serão aplicadas as provas de Matemática e suas Tecnologias — com 20 questões — e de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas — com sete questões de história, sete de geografia, quatro de sociologia e mais quatro de filosofia.

Para os estudantes que estiverem no 3º ano do Ensino Médio, o dia ainda vai contar com a prova de redação, que exige a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo.

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Como as provas são corrigidas?

Como de praxe em concursos realizados pela Fundação Vunesp, as questões objetivas são corrigidas por um leitor óptico.

Já a redação, é corrigida por uma equipe de colaboradores treinada pela instituição que leva em conta critérios como uso da norma culta, compreensão de proposta e capacidade de interpretação das informações.

Em caso de falta em qualquer um dos dias de aplicação, o candidato terá a prova anulada e será eliminado do exame. Também são eliminados os participantes que obtiverem nota zero em qualquer uma das matérias que compõem a prova ou não alcançarem ao menos 20% do valor máximo da redação.

Como a nota é calculada?

As notas conquistados ao longo dos anos têm pesos crescentes, já que se trata de um processo seriado. Dessa forma, a prova da 3ª série tem maior peso do que a da 2ª série, que tem maior peso que a da 1ª.

Para os alunos que estiverem matriculados na 3ª série do Ensino Médio, a nota final é composta 80% pela prova de múltipla escolha (90 questões) e 20% pela prova de redação.

Em 2024, o cálculo será feito a partir da soma da pontuação de quem hoje está na 2ª série, sendo 30% a parte de múltipla escolha, mais 50% da múltipla escolha e 20% da redação realizada na 3ª série.

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Em 2025 será usado o desempenho do estudante das três séries do Ensino Médio. Para quem, em 2023, está na 1ª série, as questões de múltipla escolha equivalem a 15% do total. Na 2ª série, no próximo ano, o percentual para os itens de múltipla escolha é 25% e, na 3ª série, daqui a dois anos, as questões de múltipla escolha correspondem a 40% da nota e 20% de redação.

Depois, cada instituição de ensino conveniada vai publicar as instruções sobre como será feito o processo de matrícula e o ingresso do estudante em cada faculdade.

No entanto, para a composição do resultado final, o candidato deve participar das três provas referentes às três séries do Ensino Médio. Caso o estudante não faça algumas das etapas do exame, estará automaticamente desclassificado e não poderá realizar a prova no ano seguinte.

Greve dos metroviários

Devido à paralisação dos funcionários do Metrô, CPTM e Sabesp nessa terça-feira (28), os alunos da 3.ª série que fariam o exame nos dias 28 e 29 agora vão fazê-lo nos dias 29 e 30 de novembro.

Já os da 1ª e 2ª séries, que fariam a prova nos dias 30 de novembro e 1.º de dezembro, tiveram as datas trocadas para os dias 1º e 4 de dezembro.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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