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Pesquisa elege Aeroporto de Brasília como um dos mais pontuais do mundo

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Pesquisa elege Aeroporto de Brasília como um dos mais pontuais do mundo
Agência Brasil

Pesquisa elege Aeroporto de Brasília como um dos mais pontuais do mundo

O Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek está entre os terminais mais pontuais do mundo, na classificação de aeroportos médios. Ele conquistou a terceira colocação no ranking mensal da Cirium , consultoria internacional que faz análise de dados de aviação. Com a nota 92,88%, o aeroporto brasiliense ficou atrás apenas do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e do aeroporto de Osaka, no Japão.

Local por onde circulam mais de 1,1 milhão de pessoas por mês, o Aeroporto de Brasília é um dos mais importantes do país, conectando os passageiros a destinos nacionais e internacionais — mobilidade incentivada pela redução de 12% para 7%, determinada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), no ICMS incidente sobre o querosene de aviação (QAV).

A boa nota na pontualidade dos voos no embarque e desembarque no Aeroporto de Brasília também concedeu ao terminal o título de melhor da América Latina. A pesquisa AirHelp Score, divulgada na primeira semana de julho , colocou o aeroporto local em quinto lugar no ranking internacional.

Para chegar ao resultado final, mais de 17 mil usuários de 64 países diferentes avaliaram os terminais no período entre 1º de maio de 2023 e 30 de abril deste ano. Foram levadas em consideração duas outras categorias, além da pontualidade dos voos: qualidade dos serviços oferecidos e lojas e restaurantes.

A parceria do GDF com a Inframerica, empresa que administra o Aeroporto de Brasília, e com companhias áreas estimulou que novos voos internacionais sem escalas fossem lançados saindo do Distrito Federal. O mais recente deles é o trajeto direto para Cancún, no México, anunciado em junho deste ano. No momento, esse é o maior destino turístico não atendido no Brasil. Brasília será a única cidade do país a ter um voo para o Caribe mexicano sem a necessidade de conexão.

“O Aeroporto de Brasília tem se destacado em todo o mundo. No ranking da pontualidade, como o terceiro mais pontual do mundo, mas além disso, também é um terminal que está na capital do país, é o único com voos ligando a todas as capitais do país, entre outros pontos positivos. Por isso, o GDF tem buscado ampliar as rotas internacionais no Aeroporto de Brasília ,e temos conseguido muitos avanços nesta pauta. Isso mostra que o trabalho tem dado resultados, atraindo turistas para a nossa cidade e garantindo a eles todas as experiências positivas possíveis, desde sua chegada até a sua saída”, afirmou o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto.

Outra novidade é o voo direto para Bogotá, na Colômbia, que começará a ser operado em outubro deste ano. Quando forem inaugurados, os trechos serão somados aos outros sete destinos que já saem de Brasília sem conexões: Lisboa (Portugal), Cidade do Panamá (Panamá), Miami e Orlando (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru) e Santiago (Chile). E novos destinos podem estar no horizonte. O GDF está negociando mais voos internacionais diretos com algumas companhias aéreas estrangeiras.

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O Aeroporto de Brasília possui a maior capacidade de pista do Brasil, podendo operar um voo a cada 54 segundos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O Aeroporto de Brasília possui a maior capacidade de pista do Brasil, podendo operar um voo a cada 54 segundos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O aumento de voos internacionais conta com a participação direta do GDF, que tem como compromisso fomentar o turismo da capital, movimentando a economia, impulsionando o comércio e diversos outros segmentos de Brasília.

“A pontualidade é um fator crucial para a satisfação dos passageiros e a eficiência das operações aeroportuárias. Este título não é apenas uma honra para o nosso aeroporto, mas também um testemunho do trabalho árduo e da dedicação de todos os profissionais envolvidos, desde os funcionários do aeroporto até as companhias aéreas e os serviços de apoio. A Secretaria de Turismo, em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais, vem atuando para que cada vez mais Brasília receba voos internacionais, aumentando a conexão da nossa capital com o mundo. Isso gera economia e atrai mais turistas para a cidade”, defendeu o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.

Diferenciais

O terminal brasiliense é um dos maiores hubs do Brasil e o terceiro mais movimentado do país. O Aeroporto de Brasília também possui a maior capacidade de pista do Brasil, podendo operar um voo a cada 54 segundos. De acordo com o superintendente de operações e segurança da Inframerica, Josmario Brito, o trabalho harmônico e sinérgico da concessionária com as companhias aéreas, Controle de Tráfego Aéreo da Aeronáutica e as empresas auxiliares da aviação é essencial para que os aviões saiam no horário.

“Todos se ajudam. Para uma operação redonda e no horário, todos trabalham em conjunto. Nossa equipe de monitoramento e de apoio operacional auxilia dando todas as ferramentas para que as companhias sejam pontuais. Um atraso aqui pode gerar um efeito cascata em outros terminais aéreos”, explicou o superintendente.

O Aeroporto de Brasília é o único na América do Sul que conta com pousos simultâneos e que faz ligação para todas as capitais brasileiras. É o terceiro maior aeroporto do país, ficando atrás apenas de Guarulhos e Congonhas, ambos localizados no estado de São Paulo. Além disso, o terminal comporta até 70 aeronaves no estacionamento do pátio.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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