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Orivan Baptista: do interior capixaba às passarelas de Brasília

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Orivan Baptista: do interior capixaba às passarelas de Brasília
Pedro Reis

Orivan Baptista: do interior capixaba às passarelas de Brasília

Nascido e criado em São Gabriel da Palha, uma cidade do interior do Espírito Santo, Orivan Baptista encontrou sua paixão pela moda ainda jovem, inspirado por sua mãe, uma sacoleira que vendia roupas na região.

“Eu ajudava minha mãe a escolher as roupas em Colatina e Vitória, e percebia que as pessoas compravam mais rápido quando eu estava envolvido na escolha” , relembra Orivan. Esse foi o início de uma carreira que, décadas depois, o levaria às passarelas de um evento significativo de Brasília: a 19ª edição do Desfile Beleza Negra (DBN) .

Início na indústria têxtil

Com apenas 16 anos, Orivan começou oficialmente sua trajetória na indústria têxtil, um dos principais setores econômicos de sua cidade natal. “Entrei na indústria do jeans, em uma empresa de beneficiamento, que antigamente chamávamos de lavanderia” , explica. Trabalhando com operações básicas, ele foi aos poucos se destacando e evoluindo para posições de maior responsabilidade, até se tornar designer de jeanswear.

Influências e estilo

Sua carreira foi moldada por marcas icônicas do denim, como Levi’s, G-Star e Diesel. “Essas marcas me influenciaram muito no início da carreira” , afirma. Orivan descreve seu estilo de design como focado no jeanswear, um segmento que ele domina com maestria. Sua capacidade de transformar o denim em peças únicas o distingue no mercado.

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Convidado especial do Desfile Beleza Negra

A oportunidade de participar do Desfile Beleza Negra surgiu através de uma conexão especial com uma amiga capixaba, residente em Brasília, que trabalha com o evento. “Ela me convidou para apresentar uma coleção, sendo a primeira vez que jeans desfilaria no DBN. A temática do desfile tocou profundamente meu coração” , revela Orivan. “Moda é comunicação, e saber que minha coleção impactaria a vida de muitas pessoas pretas foi o que me trouxe até aqui.”

A coleção “Black Gold”

Para Orivan, o tema “Black Gold” representa a combinação poderosa do preto e do denim. “Acredito que se existiu um Éden, ele foi na África, e a primeira cor foi o preto. Na minha coleção, começo com um denim azul índigo bem escuro, e vou mostrando um degradê, unindo essa força ao tema ‘Black Gold’” , detalha.

Orivan Baptista - coleção Black Gold - Desfile Beleza Negra
Coleção “Black Gold” – Desfile Beleza Negra | Foto: cortesia
Orivan Baptista - coleção Black Gold - Desfile Beleza Negra
Coleção “Black Gold” – Desfile Beleza Negra | Foto: cortesia

A escolha dos materiais reflete um compromisso com a sustentabilidade e a inovação. “A matéria-prima vem da Vicunha Têxtil, que é pioneira em materiais sustentáveis. Vamos usar cânhamo e algodão regenerativo, promovendo uma moda mais consciente” , explica.

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Orivan Baptista - coleção Black Gold - Desfile Beleza Negra (2)
Coleção “Black Gold” – Desfile Beleza Negra | Foto: cortesia
Orivan Baptista - coleção Black Gold - Desfile Beleza Negra (3)
Coleção “Black Gold” – Desfile Beleza Negra | Foto: cortesia

Futuro e sustentabilidade

Orivan está comprometido com a sustentabilidade não apenas em suas coleções, mas também na indústria. “Meu futuro na moda é sobre sustentabilidade, diminuindo o consumo de água e reutilizando materiais. Vou apresentar essa coleção para os empresários do Espírito Santo, mostrando que podemos transformar resíduos em peças valiosas.”

Inclusão e Diversidade na Moda

Para Orivan, a inclusão e a diversidade são essenciais para o futuro da moda. “Não tem como olhar para trás, é daqui para frente. As marcas que não se comunicarem de forma genuína e diversa estarão fora do mercado” , afirma. Ele vê o Brasil como um país rico em diversidade e acredita que a moda deve refletir essa realidade.

Orivan Baptista, com sua primeira coleção desfilada, promete deixar uma marca significativa no Desfile Beleza Negra e continuar influenciando a indústria têxtil com sua visão inovadora e inclusiva. “É um privilégio representar a minha indústria têxtil capixaba aqui em Brasília, nossa capital, falando de um tema tão poderoso” , conclui.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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