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Kamala Harris: conheça a pessoa além da candidata

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Kamala Harris: conheça a pessoa além da candidata
Redação GPS

Kamala Harris: conheça a pessoa além da candidata

Kamala Devi Harris é amplamente reconhecida por sua carreira política impressionante, mas há muito mais sobre a vida da primeira vice-presidente mulher, negra e de ascendência sul-asiática dos Estados Unidos. Desde sua infância até suas paixões pessoais, Harris traz consigo uma rica história de ativismo, cultura e conquistas que moldaram sua trajetória única.

Infância e família

Kamala Harris nasceu em 20 de outubro de 1964, em Oakland, Califórnia. Filha de Shyamala Gopalan, uma pesquisadora indiana de câncer de mama, e Donald Harris, um economista jamaicano, Kamala cresceu em um ambiente culturalmente diversificado. Seus pais se conheceram na Universidade da Califórnia em Berkeley, e mesmo após o divórcio quando, ambos continuaram a influenciar fortemente sua vida.

Shyamala Gopalan e Donald Harris
Shyamala Gopalan e Donald Harris | Foto: reprodução
Kamala e Maya Harris com a mãe Shyamala Gopalan
Kamala e Maya Harris com a mãe Shyamala Gopalan | Foto: reprodução/Instagram

Criada por sua mãe, Kamala frequentava tanto uma igreja Batista negra quanto um templo hindu, refletindo sua herança multicultural. Viagens à Índia na infância fortaleceram seu vínculo com as raízes maternas, especialmente através da influência de seus avós indianos.

Educação e carreira Inicial

Após concluir o ensino médio em Montreal, onde liderou uma manifestação bem-sucedida contra uma política injusta em seu prédio, Harris frequentou a Universidade Howard, uma das mais prestigiadas HBCUs (historically black colleges and universities) dos EUA. Formada em ciência política e economia, ela seguiu para a faculdade de direito em São Francisco, onde iniciou sua carreira como procuradora assistente no condado de Alameda.

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Apesar das dúvidas iniciais de sua família sobre sua escolha de carreira, Harris rapidamente se destacou. Em 2003, foi eleita promotora distrital de São Francisco, onde suas políticas progressistas e sua taxa crescente de condenações marcaram uma gestão eficaz e controversa.

Vida pessoal e paixões

Além da política, Kamala Harris é uma ávida leitora e escritora, tendo publicado três livros. Seu amor pela leitura é evidente em sua lista de livros favoritos, que inclui obras como “O Caçador de Pipas” de Khaled Hosseini e “Canção de Salomão” de Toni Morrison.

Harris também é conhecida por suas habilidades culinárias, frequentemente compartilhando receitas e momentos de cozinha nas redes sociais. Em uma entrevista, ela relembrou como sua mãe a incentivou a aprender a cozinhar, um hobby que ela mantém até hoje, preparando pratos que vão de masala dosa a sanduíches de atum. Algumas receitas são postada no próprio canal de YouTube da vice-presidente.

Como membro da irmandade Alpha Kappa Alpha na Universidade Howard, Harris valoriza profundamente suas conexões com a comunidade negra. Ela frequentemente usa um colar de pérolas, símbolo da irmandade, em reconhecimento às suas raízes e à importância da solidariedade e empoderamento feminino. É possível ver os colares em diversas fotos da candidata.

Laços familiares

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Harris leva seu papel de “Momala” a sério, um apelido carinhoso dado pelos filhos de seu marido, Doug Emhoff, com quem se casou em 2014. Ela se orgulha de sua relação próxima com Cole e Ella, além de ser uma figura inspiradora para sua sobrinha, Meena Harris, que também segue uma carreira de destaque.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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