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Dia do Cinema Nacional: confira os filmes que estreiam ainda em 2024

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Dia do Cinema Nacional: confira os filmes que estreiam ainda em 2024
Emanuelly Fernandes

Dia do Cinema Nacional: confira os filmes que estreiam ainda em 2024

Nesta quarta-feira (19), é comemorado o Dia do Cinema Nacional. A data celebra a primeira filmagem em terras brasileiras, realizada em 1898 por Afonso Segreto, que capturou cenas da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. Este marco representa o nascimento do cinema no Brasil.

Além de relembrar esta data histórica, o cinema brasileiro presenteia o público com grandes lançamentos ainda este ano. Confira alguns dos filmes nacionais mais aguardados para o segundo semestre.

Ainda Estou Aqui

Dirigido por Walter Salles e estrelado por um elenco de peso, incluindo Fernanda Montenegro, Selton Mello e Fernanda Torres, ‘Ainda Estou Aqui’ narra a história de Eunice Paiva.

O filme é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e retrata a luta de Eunice para descobrir o paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar.

Este é um dos filmes mais esperados do ano. Os direitos da obra foram adquiridos pela distribuidora Sony Classics, e será distribuído nos Estados Unidos e em outros territórios do Hemisfério Norte, no entanto, ainda não há previsão de estreia nos cinemas brasileiros.

A obra ‘Ainda Estou Aqui’ marca o reencontro de Fernanda Montenegro e o diretor, Walter Salles, depois do premiado ‘Central do Brasil’, que rendeu pra atriz uma indicação ao Oscar.

O Auto da Compadecida 2

A tão aguardada sequência da comédia brasileira finalmente chegará aos cinemas em 25 de dezembro. Baseada na obra de Ariano Suassuna, ‘O Auto da Compadecida 2’ traz de volta a dupla inesquecível Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele), além de Virginia Cavendish e Enrique Diaz.

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A nova trama, situada novamente em Taperoá, Paraíba, contará também com a participação de Taís Araújo, Eduardo Sterblitch, Humberto Martins, Fabíula Nascimento, Luis Miranda, Juliano Cazarré e Luellem de Castro. Guel Arraes, que dirigiu o primeiro filme, divide a direção com Flávia Lacerda.

Precisamos Falar Sobre Nossos Filhos

Com estreia prevista para este ano, ‘Precisamos Falar Sobre Nossos Filhos’ é inspirado no best-seller ‘O Jantar’ de Herman Koch. A trama gira em torno de dois casais cujas vidas são devastadas quando seus filhos cometem um assassinato.

O elenco conta com Marjorie Estiano, Alexandre Nero, Emílio de Mello e Hermila Guedes, sob a direção de Andrucha Waddington e produção da Conspiração e Globo Filmes.

O Barulho da Noite

Escrito e dirigido por Eva Pereira, este filme é o primeiro do Tocantins a participar do Festival de Cinema de Gramado. A obra se passa no sertão do Tocantins e foca na relação entre as irmãs Maria Luiza e Ritinha e seu pai, interpretado por Marcos Palmeira. Emanuelle Araújo interpreta a mãe, Sônia, que lida com traumas de uma infância difícil.

Com previsão de estreia para este ano, a produção é da Lira Filmes, em coprodução com a Bananeira Filmes e Canal Brasil.

Motel Destino

Aplaudido por 12 minutos na edição do Festival de Cannes, deste ano, o novo filme de Karim Aïnouz, ‘Motel Destino’, ainda não tem data de lançamento.

O longa, que concorreu à Palma de Ouro, conta a história de uma mulher em um relacionamento abusivo com um ex-policial. O elenco inclui Fábio Assunção, Nataly Rocha e Iago Xavier.

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No streaming

Para celebrar o Dia do Cinema Nacional, a Netflix lançou a coleção especial ‘Simplesmente Cinema Brasileiro’. A seleção inclui desde produções contemporâneas até documentários, destacando títulos famosos como “Central do Brasil”, “Terra Estrangeira”, “Rio, 40 Graus”, “Jogo de Cena” e “São Paulo, Sociedade Anônima”.

Confira alguns filmes da lista:

  1. “Sem Coração” (2023, dir. Nara Normande , Tião )
  2. “Diálogos com Ruth de Souza” (2024, dir. Juliana Vicente )
  3. “Apaixonada” (2023, dir. Natalia Warth )
  4. “Central do Brasil” (1998, dir. Walter Salles )
  5. “São Paulo, Sociedade Anônima” (1965, dir. Luís Sérgio Person )
  6. “Rio, 40 Graus” (1955, dir. Nelson Pereira dos Santos )
  7. “Vidas Secas” (1963, dir. Nelson Pereira dos Santos )
  8. “Jogo de Cena” (2007, dir. Eduardo Coutinho )
  9. “Terra Estrangeira” (1995, dir. Daniela Thomas , Walter Salles )
  10. “Mutum” (2007, dir. Sandra Kogut )
  11. “Santo Forte” (1999, dir. Eduardo Coutinho )
  12. “A Luz do Tom” (2013, dir. Nelson Pereira dos Santos )
  13. “Uma Noite em 67” (2010, dir. Renato Terra , Ricardo Calil )
  14. “A Ostra e o Vento” (1997, dir. Walter Lima Jr. )
  15. “As Canções” (2011, dir. Eduardo Coutinho )
  16. “Últimas Conversas” (2015, dir. Eduardo Coutinho )
  17. “Pacarrete” (2020, dir. Allan Deberton )
  18. “Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano” (2009, dir. Henrique Dantas )
  19. “Mamonas Pra Sempre” (2009, dir. Cláudio Kahns )
  20. “No Intenso Agora” (2017, dir. João Moreira Salles )
  21. “Aquarius” (2016, dir. Kleber Mendonça Filho )
  22. “A Dama do Lotação” (1978, dir. Neville d’Almeida ) – disponível em 20 de junho

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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