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CLDF realiza 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio em tributo a Izabel Guimarães

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CLDF realiza 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio em tributo a Izabel Guimarães
Caio Barbieri

CLDF realiza 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio em tributo a Izabel Guimarães

A Câmara Legislativa ( CLDF ) promoverá, entre os dias 19 e 23 de agosto, a 1ª Semana de Prevenção ao Feminicídio, iniciativa pioneira que faz parte das ações do “Agosto Lilás”.

Organizada pela Procuradoria Especial da Mulher da CLDF, a semana terá como tema “Izabel Guimarães: Um Grito por Justiça, Um Chamado para a Ação”, em homenagem a Izabel Aparecida Guimarães de Sousa, uma vendedora e mãe que teve a vida tragicamente interrompida em um ato de feminicídio.

A proposta da semana de eventos foi instituída pela Resolução Nº 340/2024, de autoria da deputada Dayse Amarilio (PSB), atual procuradora Especial da Mulher da CLDF.

“É fundamental que tenhamos iniciativas que afirmem os direitos das mulheres, uma questão crucial no fortalecimento das instituições democráticas de um país e, por consequência, do próprio Poder Legislativo, que deve participar das discussões relativas ao tema que se busca debater”, declarou .

Izabel Guimarães, que será o centro das homenagens, foi assassinada pelo ex-marido, Paulo Roberto Moreira, em um crime brutal ocorrido em Ceilândia, em fevereiro de 2023. Paulo, que era atirador desportivo, invadiu a casa de Izabel e disparou contra seu rosto na frente da filha do casal, de apenas 10 anos. Apesar de ter sido preso dias após o crime, Paulo ainda aguarda julgamento, o que levou a família de Izabel a cobrar mais agilidade da Justiça para que o caso não fique impune.

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Durante a semana, uma série de eventos, painéis, mutirões de atendimento, diálogos interativos e apresentações culturais serão realizados com foco na conscientização e prevenção à violência contra as mulheres.

A programação inclui a inauguração de um Posto de Atendimento do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública do DF na CLDF e um painel sobre os impactos do feminicídio em familiares das vítimas.

“A Semana de Prevenção ao Feminicídio é um tributo a Izabel e a todas as mulheres que enfrentam a violência de gênero. É um chamado à ação e à conscientização, para que casos como o de Izabel não se repitam. Por ela, por todas as mulheres, lutamos por justiça e dignidade. Viver é um direito, não um privilégio”, enfatizou Dayse Amarilio.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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