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CLDF: advogado Cleber Lopes é o mais novo Cidadão Honorário de Brasília

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CLDF: advogado Cleber Lopes é o mais novo Cidadão Honorário de Brasília
Caio Barbieri

CLDF: advogado Cleber Lopes é o mais novo Cidadão Honorário de Brasília

O advogado criminalista Cleber Lopes de Oliveira foi agraciado, nesta segunda-feira (26), com o título de Cidadão Honorário de Brasília. A cerimônia, que ocorreu na Câmara Legislativa ( CLDF ), contou com a presença de autoridades como o governador Ibaneis Rocha (MDB), magistrados, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), e representantes do Governo do Distrito Federal (GDF).

A homenagem foi uma iniciativa do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), que enalteceu a trajetória profissional de Cleber Lopes na advocacia da capital.

“O povo de Brasília se alegra com essa justa homenagem”, declarou o parlamentar, que ressaltou a relevância do trabalho do advogado na defesa dos direitos e das prerrogativas dos profissionais do direito.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) destacou a importância de Cleber Lopes na OAB-DF, onde atuou como conselheiro durante dois anos. Segundo o governador, Cleber demonstrou ser um profissional altamente qualificado em todas as funções que desempenhou. Ibaneis ainda manifestou seu apoio à candidatura de Cleber Lopes à presidência da OAB-DF, afirmando que ele possui todas as qualidades necessárias para promover a valorização da advocacia no Distrito Federal.

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“Tenho certeza que o Cleber tem ainda muita coisa para entregar para a advocacia do DF”, afirmou.

A advogada e membro da OAB-DF, Estefânia Viveiros, também elogiou Cleber Lopes, ressaltando seu compromisso com a defesa das prerrogativas dos advogados ao longo de seus 25 anos de carreira.

“Hoje homenageamos um advogado competente, altivo e preocupado com as prerrogativas dos colegas de profissão. Proteger os advogados significa proteger a justiça”, destacou.

Durante seu discurso, Cleber Lopes emocionou os presentes ao compartilhar as dificuldades que enfrentou na infância e como sua vida mudou quando se mudou para Brasília aos 8 anos de idade. Ele revelou que sua paixão pela advocacia criminalista surgiu durante a graduação, ao participar de sessões no tribunal do júri no Fórum do Gama.

“Ali eu descobri a paixão pela área criminal”, relembrou.

O homenageado destacou ainda o papel social da advocacia, que vai além do resultado de uma decisão judicial.

“A advocacia tem um papel de transformação na vida das pessoas. Temos um compromisso com a justiça, com a defesa dos direitos fundamentais, com a democracia e com o bem-estar da sociedade”, afirmou..

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Com informações da CLDF

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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