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Abav Expo retorna a Brasília com expectativa de R$ 30 mi em negócios

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Abav Expo retorna a Brasília com expectativa de R$ 30 mi em negócios
Caio Barbieri

Abav Expo retorna a Brasília com expectativa de R$ 30 mi em negócios

Brasília conta os minutos para sediar, após 22 anos, a Abav Expo , considerada a maior feira de turismo da América Latina. Em sua 51ª edição, o evento, que será realizado de 26 a 28 de setembro no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), promete movimentar mais de R$ 30 milhões em negócios ao longo dos três dias de intensa programação.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), no Palácio do Buriti, com a presença da presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav Nacional), Ana Carolina Medeiros, da diretora executiva da entidade, Jerusa Hara, e do secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo.

“Mas acreditamos também nesse legado posterior à feira, de conseguirmos vender mais pacotes e trazer dinheiro novo com turista novo para incrementar a nossa economia”, defendeu o secretário.

Segundo Cristiano, o objetivo da feira é tornar Brasília um destino ainda mais atrativo para o público nacional e internacional.

“A nossa perspectiva, sendo bastante conservadora, é que, durante a semana da feira, teremos uma injeção de mais de R$ 30 milhões. Esses valores incluem gastos com hospedagem, transporte, alimentação, além da montagem dos estandes e do próprio evento, gerando emprego e renda imediata”, afirmou Ana Carolina.

Com uma área de 30 mil m², a Abav Expo deste ano contará com a presença de aproximadamente 30 mil participantes, entre expositores, profissionais do setor e visitantes de diversas partes do mundo.

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O evento abrigará 198 estandes e cerca de 1,5 mil marcas, representando 22 destinos internacionais, 26 estados brasileiros e 15 municípios. Além disso, o Espaço Operadoras, o maior em feiras do setor, reunirá 36 empresas e 120 compradores convidados, proporcionando uma vitrine estratégica para as marcas.

Programação

A programação da Abav Expo 51 inclui o Abav Talks, um espaço dedicado à capacitação e troca de experiências, com quatro arenas temáticas: Inovabilidade, que abordará questões de ESG; Estratégias, focada nas transformações positivas para órgãos e empresas; Especialização, com capacitações técnicas; e Vivências e Lazer, oferecendo experiências únicas em cada destino. Serão 60 treinamentos distribuídos entre palestras e painéis, discutindo temas como “Afro Turismo e Povos Originários”, “Turismo 60+”, “Turismo Inclusivo e Diversidade”, entre outros.

Outro destaque é o Abav Buyers Club, que trará 60 compradores internacionais de 13 países, além de 60 compradores nacionais, promovendo um intercâmbio de negócios com mercados emissores nas Américas, Caribe e Europa.

A área internacional da feira contará com mais de 20 destinos representados e oferecerá uma imersão autêntica em culturas e tradições globais.

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Inovação e sustentabilidade

Neste ano, a Abav Nacional inovou com a 1ª Jornada do Turismo 2030, uma iniciativa que abordará estratégias para enfrentar os desafios climáticos, em parceria com o governo do Mato Grosso do Sul.

A programação incluirá painéis de discussão e o lançamento da websérie Turismo Regenerativo e Descarbonização da Aviação . Além disso, a Jornada Abav ESG promoverá ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, incentivando o uso de materiais reutilizáveis e a inclusão social.

Uma das novidades da edição 2024 é o Desafio Abav, que introduz a gamificação na feira, incentivando a interação entre expositores e visitantes através de trilhas que promovem networking e recompensas.

Abertura ao público

Em uma iniciativa inédita, a Abav Expo abrirá suas portas ao público em geral no dia 28 de setembro, proporcionando uma oportunidade para consumidores conhecerem mais sobre produtos e destinos turísticos.

A entrada solidária custará R$ 20 e o valor arrecadado será doado à organização Médicos Sem Fronteiras .

Serviço:

  • Evento: ABAV Expo 51
  • Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), Brasília/DF
  • Data: 26 a 28 de setembro | Abertura ao público em geral: 28 de setembro
  • Horário: Das 13h às 20h

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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