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Cine Brasília recebe estreia do primeiro live-action do diretor Carlos Saldanha

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Cine Brasília recebe estreia do primeiro live-action do diretor Carlos Saldanha
Redação GPS

Cine Brasília recebe estreia do primeiro live-action do diretor Carlos Saldanha

O Cine Brasília recebe nesta semana (de 5 a 11 de setembro) duas mostras externas, além das estreias de Motel Destino , de Karim Aïnouz, e Harold e o Lápis Mágico , de Carlos Saldanha. A CineSemana também continua com a exibição de longas Favela do Papa , de Marco Antônio Pereira, e Tipos de Gentileza , de Yorgos Lanthimos, sessão acessível do premiado Teca E Tuti – Uma Noite Na Biblioteca , de Eduardo Perdido; além do condecorado curta-metragem paraense, Meus Santos Saúdam Teus Santos , de Rodrigo Antonio, selecionado na Chamada Pública de Curtas do Cine Brasília.

Um dos filmes brasileiros cotados para o Oscar 2025, Motel Destino narra a história de um estabelecimento do sexo que é palco de jogos de poder, violência e desejo. O longa conta com Fábio Assunção e Nataly Rocha no elenco e representou o Brasil na última edição do Festival de Cannes, na França.

Outra produção que entra em cartaz no Cine Brasília é Harold e o Lápis Mágico , primeiro filme de live-action do diretor Carlos Saldanha, à frente de títulos como Rio 1 e 2 e a franquia A Era do Gelo . Com o próprio Saldanha no elenco, o longa é inspirado em um clássico homônimo lançado em 1955, e traz o ponto de vista de Harold (Zachary Levi), um menino de 4 anos que cria um mundo mágico usando apenas duas coisas muito preciosas: a sua imaginação e um lápis roxo. Contudo, crescer faz com que ele deixe o livro de lado e passe a desenhar no mundo real.

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Já o curta-metragem selecionado para a semana através de chamada pública é o documentário paraense sobre a pajé Roxita, Meus Santos Saúdam Teus Santo. Inteiramente roteirizada pelo próprio diretor Rodrigo Antonio, a história conta a perspectiva de Rodrigo a partir do momento em que conhece a pajé e inicia seu contato com o espiritual que o levará de encontro aos seus ancestrais.

A obra foi indicada ao Grande Prêmio da 22ª edição do Grande Prêmio Otelo do Cinema Brasileiro 2023, já foi apresentada em 15 festivais e 25 mostras de cinema.

Sessões especiais

O longa documental Favela do Papa , de Marco Antônio Pereira, retorna ao Cine Brasília para uma sessão especial gratuita na quarta-feira (11), seguida de debate com a presença do diretor do filme, Marco Pereira. O filme explica como este vínculo e o endosso de juristas e artistas como Sérgio Ricardo culminaram na visita do Papa João Paulo II à comunidade em 1980.

Já o documentário Only Up , de Kendra Kincade, reúne, em uma única sessão especial, os desafios da controladora de tráfego aéreo e ativista canadense Kendra Kincade enquanto mulher em um cenário profissional completamente dominado por homens. A obra retrata a missão da ativista, que busca quebrar o preconceito no setor de aviação – é a epítome do passado confrontando o vislumbre do futuro. A exibição é promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que também disponibiliza o transporte para os interessados em assistir o longa-metragem. A entrada também gratuita.

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Meu Primeiro Cinema

Também tem programação para as crianças. Os pequenos de 0 a 11 anos poderão participar da 2ª edição da mostra gratuita Meu Primeiro Cinema , que acontece de terça (10) a domingo (15). Ao todo, serão exibidos 17 curtas de diversos gêneros e países, com destaque para a produções brasileirasm além do México, Chile. Apenas as sessões de sábado (14) e domingo (15) são abertas ao público.

Serviço

Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107
Informações pelo WhatSApp: 61 99878-2198 ou [email protected]
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), com exceção das segundas-feiras, quando o valor único é de R$5, no site
Mais informações: cinebrasilia.com ou @cinebrasiliaoficial

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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