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Busca por helicóptero desaparecido entra no 3º dia; veja o que se sabe

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Modelo de helicóptero similar ao que desapareceu no Litoral Norte
Divulgação

Modelo de helicóptero similar ao que desapareceu no Litoral Norte

Um helicóptero com quatro pessoas desapareceu enquanto fazia um trajeto entre a cidade de São Paulo e o município de Ilhabela, no litoral norte do estado, no último domingo (31). O sumiço aconteceu após a aeronave adentrar um trecho de forte neblina, que causou baixa visibilidade ao sobrevoar a Serra do Mar, como relatado em vídeo e mensagens enviadas pelo piloto e por uma das passageiras.

Nesta quarta-feira (3), as buscas pelo helicóptero entram no terceiro dia. A operação é comandada pela Força Aérea Brasileira (FAB) com o apoio da Polícia Militar. A partir de hoje, o Corpo de Bombeiros também deve integrar as equipes de busca.

Abaixo, veja o que se sabe sobre o caso:

Quem estava na aeronave?

Estavam a bordo Letícia Ayumi Rodzewics Sakumot, de 20 anos, a mãe dela, a vendedora de roupas Luciana Marley Rodzewics Santos, de 46 anos, o piloto, identificado como Cassiano, e Raphael Torres, que convidou mãe e filha para um passeio bate-volta em Ilhabela.

Luciana Rodzewics, de 45 anos, e a filha, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos, estavam no helicóptero
Arquivo pessoal

Luciana Rodzewics, de 45 anos, e a filha, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos, estavam no helicóptero

Letícia e Luciana moram na Zona Norte da capital paulista, no bairro do Limão, e, de acordo com familiares, foram convidadas para fazer o passei por Raphael, um amigo da mãe da jovem.

O condutor do helicóptero foi identificado como Cassino Tete Teodoro, já que o nome é dito algumas vezes durante conversas sobre as condições meteorológicas com o dono de um heliponto em Ilhabela, onde deveria acontecer o pouso. O piloto já foi investigado por realizar voos irregulares e teve sua licença para voar cassada de 2021 a 2023, ficando proibido de fazer voos comerciais de passageiros.

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As identidades dos passageiros ou do piloto não foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e pela FAB.

Qual o motivo da viagem?

Parentes de Letícia e Luciana informaram que elas estavam indo para Ilhabela a convite de um amigo da família para fazer um passeio bate-volta e passar a virada do ano no local.

Qual é o helicóptero?

A aeronave é um Robinson R-44, um modelo de fabricação norte-americana de pequeno porte. O helicóptero é bastante usado em viagens urbanas e intermunicipais e geralmente transporta um piloto e três passageiros, como é o caso da aeronave que desapareceu no Litoral Norte.

O veículo em questão, no entanto, não estava autorizado a fazer táxi-aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ele é registrado sob a matrícula PR-HDB.

Em que momento o helicóptero desapareceu?

Letícia havia gravado um vídeo mostrando a aeronave voando em meio a uma intensa neblina, por volta das 14h do dia 31. As imagens foram registradas cerca de 45 minutos após o helicóptero ter decolado do Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo.

O último contato identificado do piloto com a equipe responsável pelo tráfego aéreo foi às 15h10, depois disso, não se sabe o paradeiro do helicóptero ou dos passageiros. Porém, o alerta de desaparecimento foi recebido pela Polícia Militar somente às 22h40, quando foi gerado um alerta para o Comando de Aviação e para o Corpo de Bombeiros sobre uma possível queda de helicóptero.

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Letícia chegou a fazer contato com o namorado por mensagem avisando que eles haviam pousado “no meio do mato”, em um pouso de emergência. O namorado, então, perguntou em que local eles estavam, mas a jovem disse não saber.

Além das mensagens de Letícia, o piloto também conversava com o dono de um heliponto, dizendo que estava com dificuldade para cruzar a Serra do Mar em decorrência da falta de visibilidade.

Por que o helicóptero é considerado desaparecido?

A aeronave é tida como desaparecida pelas autoridades, já que não há informações sobre o paradeiro do helicóptero, do piloto ou dos passageiros. O piloto pode ter optado por pousar em outro lugar devido às condições climáticas, que prejudicavam a visibilidade, e ainda não ter sido localizado. Como os destroços não foram encontrados, não é possível afirmar que o helicóptero caiu.

Como estão sendo feitas as buscas?

As buscas pelo helicóptero estão sendo realizadas pela FAB, com uma aeronave específica para salvamentos, a SC-105 Amazonas, do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação. A Polícia Militar também participa da operação usando um helicóptero Águia.

As aeronaves sobrevoam a região da Serra do Mar na tentativa de encontrar o helicóptero desaparecido e os passageiros. Nesta quarta, as buscas entram no terceiro dia e se concentram entre a Serra do Mar e Caraguatatuba.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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