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Brasileiro se vê triste, diz Datafolha; violência é maior preocupação

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Violência aparece como principal preocupação do brasileiro, segundo Datafolha
Rovena Rosa/Agência Brasil – 28/04/2022

Violência aparece como principal preocupação do brasileiro, segundo Datafolha

Nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (15) mostra que a maioria dos brasileiros se diz triste, desanimada, insegura, com medo e desesperançosa. Além disso, a violência aparece como a principal preocupação dos entrevistados, ao lado do índice da saúde.

Segundo os dados, apenas uma em cada seis pessoas registrou uma resposta em que o sentimento positivo ultrapassou o negativo. Conforme o instituto, 50% dos ouvidos disseram estar mais tranquilos em relação à situação do Brasil , enquanto 45% afirmaram sentir raiva.

O Datafolha indica que o brasileiro está menos negativo agora, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do que uma semana antes das eleições que elegeram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018, no fim do governo de Michel Temer (MDB), por exemplo.

No entanto, os resultados de agora não se mostram muito diferentes quando comparados à última pesquisa feita durante a gestão de Bolsonaro, em maio de 2022, quando o mundo ainda sofria os impactos severos da pandemia de Covid-19. À época, segundo o instituto, os sentimentos da população oscilaram dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais).

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No ano passado, 52% dos brasileiros se diziam tranquilos — em 2018, o índice era de 27% —, 42% diziam ter raiva — número que era de 68% às vésperas das eleições que elegeram Bolsonaro.

Hoje, conforme o levantamento, 36% se dizem felizes, enquanto 61% afirmam estar tristes com o país. Em 2018 o cenário era pior, marcando 18% e 79%, respectivamente. Os números desta sexta, no entanto, são semelhantes aos de 2020, quando era de 34% e 63%.

Além disso, hoje, 55% dos entrevistados dizem ter mais medo do que esperança — percentual que saltou de 46% em 2020, mas ainda menor do que o de 2018, quando era de 59%.

O total dos que consideram o contrário (mais esperança do que medo) é de 44%, ante 40% em 2020 e 53% em 2022.

Os que dizem ter medo do futuro são 61% — ante 57% na rodada anterior e 62% em 2018 –, e os que dizem ter confiança no futuro pensando no Brasil são 38% — em comparação com 41% em 2020 e 36% em 2018.

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Atualmente, 61% se dizem desanimados e 38% animados e o tema de maior insatisfação é a segurança. Hoje, se dizem inseguros 71% dos entrevistados — ante 69% em 2020 e 88% em 2018. Já os que se sentem seguros são 29%, em comparação com 30% há três anos e 11%, há cinco.

Ainda, 17% fizeram menção espontânea à violência como o maior problema do país — índice que era de 6% em 2022. Isso faz com que o quesito empate com a saúde pública no topo da lista de problemas apontados pelos entrevistados. Na rodada anterior, a saúde marcava 21%.

Depois disso, na lista, aparecem como problema: educação (11%), desemprego (9%), economia (8%), corrupção (6%) e miséria (6%).

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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