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Bali BYD conclui as obras e está pronta para a inauguração no próximo sábado (10)

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Bali BYD conclui as obras e está pronta para a inauguração no próximo sábado (10)
Jorge Eduardo Antunes

Bali BYD conclui as obras e está pronta para a inauguração no próximo sábado (10)

Após seis meses da visita de Stella Li , CEO da BYD Américas, de Tyler Li , presidente da BYD do Brasil, e de Alexandre Baldy , ex-ministro e vice-presidente da BYD Brasil, ao empresário Paulo Octávio, a Bali BYD está pronta para abrir as portas neste sábado (10), no SAAN. Nesta quarta-feira (7), trabalhadores davam os últimos retoques na oficina. No showroom da montadora, líder em vendas de veículos elétricos no País, vendedores recebiam as últimas fases de treinamento e se ambientavam com as estações de trabalho.

Felipe Octávio Kubitschek Pereira, Paulo Octávio, Stella Li, Tyler Li e Ricardo Braga, na área que será da Bali BYD a partir deste sábado (10)
Felipe Octávio Kubitschek, Paulo Octávio, Stella Li, Tyler Li e Ricardo Braga, na área que será da Bali BYD. Foto: Divulgação

Nas obras para criar o espaço da nova concessionária foram gerados 80 postos de trabalho. Em conversa com os operários, o empresário Paulo Octávio agradeceu o esforço para a conclusão da reforma em tempo recorde – cerca de três meses. “Eu sei que vocês estão dando duro e a gente veio aqui agradecer o trabalho de todos. Espero que tudo fique muito bonito. A BYD é uma linha de carros chineses que veio para arrasar e vamos começar a vender a partir de sábado” , disse.

Após a inauguração, mais 70 empregos serão criados , segundo o empresário. “Estou muito entusiasmado com o compromisso que nós assumimos com a presidência da BYD, seis meses atrás. Conseguimos, em prazo recorde, concluir a loja, que está muito bem montada e bonita. Será uma referência para o setor de automóveis no Distrito Federal. A nossa equipe de obras fez o que parecia ser impossível: concretizar um belo projeto em curto espaço de tempo” , afirmou.

“Quero cumprimentar a equipe de engenharia da PaulOOctavio, em especial o nosso engenheiro Marcelo Capetta, que conduziu o trabalho, e a equipe Bali, especialmente Ildeumar Fernandes e Ricardo Braga, que foram participativos em todos esses meses de luta. Quero desejar muito sucesso aos novos 70 novos membros das Organizações PaulOOctavio. E que possamos continuar cumprindo nosso papel em Brasília, que é o de gerar emprego, pagar impostos e ativar a economia da cidade, com nossa presença nos mais diversos segmentos econômicos” , completou.

Paulo Octávio agradeceu aos funcionários que trabalharam nas obras da bali BYD no SAAN
Paulo Octávio agradeceu aos funcionários que trabalharam nas obras da Bali BYD, no SAAN. Foto: Vanessa Castro

Segundo o engenheiro Marcelo Capetta, o planejamento foi fundamental para que a obra fosse executada com rapidez. “O espaço da BYD era de oficinas e o projeto mudou a concepção. Precisamos fazer um reforço estrutural, para comportar cargas adicionais, além da montagem para decoração e acabamento. Então, tudo foi reformulado” , comentou, lembrando a instalação de itens como porcelanato, novas paredes e instalações e sistema de ar-condicionado. “Tudo foi montado para poder atender em tempo recorde. O showroom comporta mais que 10 automóveis, a quantidade de modelos da BYD” , acrescentou.

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Expectativa alta para as vendas
Maior concessionária de Brasília, a Bali já comercializa veículos Fiat e Jeep, inclusive elétricos. Superintendente da rede, Ildeumar Fernandes destaca que o segmento automotivo é muito representativo nas Organizações PaulOOctavio. “Agora, com a chegada da Bali BYD, estamos ainda mais otimistas. A estrutura está pronta para inaugurarmos no sábado. E vamos vender muito, com certeza” , disse.

“O mercado tem absorvido bem a chegada do carro elétrico. Essa é uma onda grande e a gente tem que surfar nela. O número de negócios é fantástico e a tendência do mercado é o carro elétrico. E o produto BYD é bom, bonito e está vindo bem” , completou.

Ricardo Braga, Paulo Octávio, Ildeumar Fernandes e Luiz Octavio, na Bali BYD
Ricardo Braga, Paulo Octávio, Ildeumar Fernandes e Luiz Octavio Lemos Barretto, na Bali BYD. Foto: Vanessa Castro

A avaliação de Ricardo Braga, diretor comercial da Bali, é semelhante. “Nossa expectativa é vender bastante. A gente atua há 30 anos no mercado, vendendo as outras marcas. E agora vamos atender nossos clientes com um novo produto. Todos estão ansiosos pela inauguração no próximo dia 10” , destacou.

“Alinhando a experiência Bali de vendas com a qualidade no atendimento, a condição competitiva dos preços e taxas de juros, a gente não tem dúvida de que vai ser um sucesso. Tenho certeza que nossos clientes ficarão mais satisfeitos. Então, preparem-se: dia 10, a Bali BYD vai vir com tudo” , acrescentou.

A equipe comercial é integralmente especializada, inclusive com a contratação de vendedores que se destacaram em outros estados como campeões de venda de carros elétricos. Esta foi uma das estratégias desenvolvidas em conjunto com o gerente-geral da concessionária Bali BYD, Luiz Octavio Lemos Barretto. “Nossa expectativa é muito grande. A gente veio para ser o número 1 do Brasil. Então, montamos um time forte e robusto” , avaliou. “A meta é vender em torno de 300 carros. E a gente vai buscar isso” , finalizou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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