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Anahí fala sobre relação com ex-RBDs e acusações contra seu marido

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Anahí fala sobre relação com ex-RBDs e acusações contra seu marido
Emanuelly Fernandes

Anahí fala sobre relação com ex-RBDs e acusações contra seu marido

A cantora Anahí, integrante do grupo mexicano RBD, fez revelações durante uma entrevista ao programa Hoy, do canal mexicano Las Estrellas. Em um trecho da conversa que irá ao ar nesta segunda-feira (17), Anahí negou que mantenha contato com os outros integrantes do grupo, causando alvoroço nas redes sociais.

No vídeo que viralizou, Anahí foi questionada sobre a possibilidade de um reencontro do RBD, após o sucesso da turnê “Soy Rebelde Tour”, em 2023. A cantora indicou um distanciamento em relação aos ex-colegas, contrastando com declarações recentes de Christopher Uckermann.

Uckermann havia dito à revista Vogue México que todos os membros do RBD, incluindo Anahí, Dulce María, Maite Perroni e Christian Chávez, continuam em contato sobre projetos futuros.

“Não temos tido muito contato ultimamente. Não me convidaram para as conversas, não faço ideia. Se quiserem fazer (um reencontro sem sua presença) está perfeito, eu sempre vou apoiá-los e desejar a eles o melhor. RBD é RBD e é muito maior do que nós mesmos”, afima a cantora. “Creio que, depois, com o coração mais tranquilo, tudo vai ficar bem. Passamos por muitas coisas nesses 20 anos e seguimos nos gostando”, finalizou a cantora.

Além das revelações sobre sua relação com os ex-companheiros de banda, Anahí abordou os boatos envolvendo seu marido, o ex-governador de Chiapas Manuel Velasco. A imprensa mexicana teria incluído Velasco nas investigações por uma suposta fraude relacionada ao montante arrecadado durante a turnê “Soy Rebelde Tour”, sob a gestão do ex-empresário Guillermo Rosas.

“Houve comentários muito inapropriados para mim e, obviamente, muito dolorosos. Não posso mentir, vocês me conhecem a vida inteira. Há comentários que ferem sua integridade, não são só uma fofoca e mancham seu nome. Vocês me viram crescer, me viram virar mãe. Imaginem como pode ser doloroso ver os comentários que me fizeram”, detalhou a artista.

Anahí expressou sua decepção com Rosas, a quem considerava um amigo próximo e que já trabalhou diretamente com ela, inclusive produzindo shows solos no Brasil. Ela manifestou apoio às investigações que estão sendo conduzidas pelo grupo, reafirmando a necessidade de esclarecimentos sobre os boatos de desvio de dinheiro.

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Os outros integrantes

A questão da auditoria fiscal e das supostas irregularidades nas contas da turnê também foi abordada por outros membros do RBD. Em entrevistas, Christian Chávez mencionou a auditoria em andamento, afirmando que isso era necessário antes de decidir o futuro da banda. Durante sua passagem pelo Brasil, Chávez desmentiu rumores de brigas entre os integrantes, classificando-os como meras fofocas.

Maite Perroni, por sua vez, lamentou a situação conturbada que o grupo está enfrentando. “É muito difícil fazer estes tipos de apontamentos, penso que devemos respeitar mais e realmente não destruir algo tão bonito pelo que fomos em toda a vida”, desabafou Maite.

Já Dulce María confirmou a existência de erros na auditoria e a consequente pausa nos planos de continuar a “Soy Rebelde Tour”, reforçando a necessidade de resolver essas questões antes de seguir adiante. “Tínhamos muitos planos de continuar com a turnê e, neste momento, infelizmente, estamos em um momento difícil”, revelou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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