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Saiba 4 formas de usar a nota do Enem para cursar o ensino superior

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Primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece na próxima semana
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 13/11/2022

Primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece na próxima semana

A primeira etapa da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece já na próxima semana com as provas de linguagens (português e língua estrangeira), ciências humanas e redação. As notas obtidas pelos candidatos podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, além de bolsas de estudo e financiamento.

Caso já tenha pago a taxa de inscrição, mas ainda esteja em dúvida se vale a pena prestar o Enem nos próximos dias 5 e 12 de novembro, confira quatro formas de usar a nota da prova:

Sistema de Seleção Unificada (Sisu)

Página do SISU 2023 na internet.
Juca Varella/Agência Brasil – 16/02/2023

Página do SISU 2023 na internet.

O Sisu é um programa do governo que reúne vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior ao redor do Brasil, sendo a maioria delas instituições federais.

O processo e a inscrição são feitos de forma gratuita e pela internet, usando a nota do Enem. Os estudantes são selecionados por ordem maior de classificação, levando em consideração um número limite de vagas por curso e modalidade, seguindo a escolha dos candidatos inscritos.

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Para se inscrever, o aluno precisa ter prestado o Enem e não ter zerado a redação. Após se inscrever no site do Sisu, o estudante pode escolher até duas opções de curso para concorrer a uma bolsa integral.

Os candidatos que não conseguirem as bolsas, após a divulgação dos resultados, podem realizar a inscrição na lista de espera para concorrer a vagas que não foram preenchidas.

Programa Universidade Para Todos (Prouni)

Inscrição é feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Inscrição é feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

O Prouni oferta bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso) em universidades particulares de todo o país. O programa é destinado a estudantes que ainda não têm diploma de nível superior.

Para se inscrever, no entanto, o candidato deve atender a alguns requisitos:

  • Para bolsa integral, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. No caso da parcial (de 50%), a renda per capita exigida é de até três salários mínimos;
  • Ter obtido nota superior a 450 no Enem;
  • Não ter zerado a redação;
  • Não ter diploma de ensino superior.
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Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)

Novo Fies
Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

Novo Fies


O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que tem o objetivo de conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos. O financiamento também pode ser de forma integral ou parcial, mas varia de acordo com a renda do candidato.

Os que tiverem a inscrição aprovada podem começar a pagar as prestações do financiamento respeitando seu limite de renda.

Estão aptos a participar dos processos seletivos os que:

  • Tenham participado do Enem a partir da edição de 2010;
  • Tenham obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450;
  • Não tenham zerado a redação;
  • Tenham renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

Instituições estrangeiras

Universidade de Coimbra, em Portugal
Divulgação – 26.09.2022

Universidade de Coimbra, em Portugal

A nota do Enem ainda pode ser usada para concorrer a vagas em instituições de ensino superior em Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O acordo permite que as instituições tenham acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em estudar em Portugal.

A lista, que inclui mais de 50 universidades, pode ser conferida no portal gov.br.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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