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Zoetis lança ferramenta inédita no Brasil para monitoramento da imunidade de aves

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Lançamento nacional no Simpósio Brasil Sul de Avicultura

A Zoetis, líder global em saúde animal, apresentou durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, realizado nesta semana em Chapecó (SC), uma inovação nacional no setor: o Z-Immuno Tracking (ZIT). Desenvolvida integralmente no Brasil, a nova tecnologia visa transformar o monitoramento da saúde imunológica das aves nas granjas, promovendo uma abordagem mais eficiente, preventiva e sustentável na produção avícola.

Avaliação integrada de cinco pilares

O ZIT realiza uma análise abrangente baseada em cinco pilares fundamentais: ambiente, condição geral dos animais, lesões em órgãos, presença de agentes virais e desempenho zootécnico. Com base nesses indicadores, a ferramenta gera um índice de imunocompetência que varia de 0 a 100, oferecendo aos produtores e profissionais da área um retrato claro da saúde do plantel e possibilitando ações rápidas e assertivas no manejo, nos protocolos vacinais e na prevenção de doenças.

Inteligência visual e interpretação facilitada

Com um formato gráfico intuitivo e de fácil interpretação, o ZIT permite o acompanhamento longitudinal da imunidade das aves ao longo do tempo. A tecnologia foi pensada para atender às necessidades de veterinários, nutricionistas e produtores, fornecendo dados estratégicos sobre a resposta vacinal e a possível presença de agentes imunossupressores.

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“Ao transformar dados complexos em informações claras, o ZIT ajuda o produtor a tomar decisões mais eficientes e sustentáveis, reduzindo perdas e o uso desnecessário de insumos. É uma ferramenta de inteligência a favor do bem-estar animal e da responsabilidade ambiental”, afirma Gleidson Salles, gerente de Produto de Aves da Zoetis Brasil.

Doenças monitoradas e aplicações práticas

Entre as principais doenças acompanhadas pela ferramenta está a Doença de Gumboro, que afeta diretamente o sistema imunológico das aves ao comprometer a bolsa de Fabricius, órgão essencial para a produção de anticorpos. O ZIT também é eficaz no monitoramento de enfermidades como bronquite infecciosa, doença de Newcastle, laringotraqueíte infecciosa e síndrome da queda de postura.

Por meio da leitura de sinais clínicos, alterações sorológicas e lesões específicas, a ferramenta fornece subsídios para uma análise detalhada da imunidade do plantel. “É uma ferramenta que entrega inteligência ao campo. A partir da leitura do ZIT, conseguimos entender se as vacinas estão funcionando, se há necessidade de ajustes ou se fatores ambientais estão impactando a imunidade das aves — tudo com base em dados reais do plantel”, complementa Salles.

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Compromisso com a inovação e sustentabilidade

Com o lançamento do Z-Immuno Tracking, a Zoetis reforça seu papel como parceira estratégica do produtor rural, oferecendo soluções completas que extrapolam os produtos convencionais e contribuem diretamente para o planejamento e a gestão sanitária de alto desempenho.

“O ZIT reflete nosso compromisso com a inovação aplicada ao campo. Acreditamos que o futuro da produção animal passa por ferramentas que promovam previsibilidade, eficiência e sustentabilidade — e o ZIT entrega exatamente isso”, conclui Salles.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lagartas nas pastagens preocupam pecuaristas e elevam risco de perdas na produção de forragem no Brasil

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O avanço de lagartas em áreas de pastagens tem acendido um alerta no setor pecuário brasileiro. Antes consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm registrando aumento de ocorrência nos últimos anos, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão de áreas agrícolas transgênicas.

O cenário preocupa produtores porque o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e impactando diretamente o desempenho do rebanho.

Pressão de lagartas se intensifica em áreas integradas com lavouras

Segundo especialistas, a maior frequência de infestações está relacionada à proximidade entre lavouras e pastagens, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do inseto em diferentes regiões do país.

O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, destaca que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir atenção preventiva dos pecuaristas.

“Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos, principalmente em áreas próximas às lavouras. Em altas infestações, elas podem consumir praticamente toda a área foliar em poucos dias, prejudicando o estabelecimento da pastagem”, explica.

Alta capacidade de consumo acelera danos nas forrageiras

Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de desenvolvimento, com maior intensidade nos estágios finais, quando ocorre aproximadamente 85% da ingestão total de alimento.

Esse comportamento torna o controle precoce um fator decisivo para reduzir prejuízos. O especialista reforça que o período ideal de intervenção ocorre logo após a eclosão dos ovos.

“O controle nos primeiros cinco a dez dias faz toda a diferença. O monitoramento de mariposas adultas também é uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, especialmente em períodos de chuva”, afirma Corsini.

Ciclo da lagarta exige atenção redobrada no estabelecimento das pastagens

A fase mais crítica ocorre durante a formação das pastagens, quando as plantas ainda apresentam baixa capacidade de recuperação após o ataque das pragas.

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A lagarta-do-cartucho passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto — com ciclo completo relativamente curto, o que favorece explosões populacionais.

Após a postura, os ovos eclodem em cerca de três a quatro dias. A fase larval, responsável pelos danos às plantas, dura de 16 a 20 dias. Em seguida, o inseto entra em fase de pupa no solo por aproximadamente 10 dias, reiniciando o ciclo com novos adultos capazes de depositar entre 300 e 1.000 ovos.

Esse potencial reprodutivo explica a rápida disseminação da praga em áreas de pastagem, especialmente quando não há monitoramento constante.

Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas na pecuária

De acordo com especialistas, o monitoramento antecipado de mariposas pode indicar a possibilidade de aumento populacional com até duas ou três semanas de antecedência, permitindo ações preventivas no campo.

A recomendação técnica é iniciar o controle quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, principalmente em áreas recém-estabelecidas ou em formação.

Outro ponto de atenção é o comportamento migratório da praga, que pode se deslocar em massa em busca de alimento, ampliando rapidamente a área infestada.

“O controle do foco inicial é essencial para evitar a disseminação. Quanto mais cedo a intervenção, menor o impacto econômico e maior a preservação da produtividade da pastagem”, destaca Corsini.

O manejo integrado, aliado ao uso racional de inseticidas e ao monitoramento contínuo, é apontado como a estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio do sistema produtivo e reduzir perdas.

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Integração lavoura-pecuária amplia risco de disseminação de pragas

A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas entre diferentes culturas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, parte das populações pode se deslocar para áreas de braquiária e panicum, ampliando o desafio do controle fitossanitário.

“Hoje o manejo precisa ser pensado de forma regional. O problema não está apenas dentro da propriedade, mas também no entorno”, reforça o agrônomo.

Cigarrinha-das-pastagens também preocupa produtores rurais

Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens segue como outro importante fator de risco para a pecuária brasileira. O inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, provocando amarelecimento e seca das folhas.

Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, afetando diretamente o ganho de peso e a capacidade de lotação das áreas.

Segundo produtores, a pressão da praga tem aumentado nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, quando as condições favorecem sua multiplicação.

“Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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