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Soja oscila pouco em Chicago com mercado cauteloso; farelo sobe e óleo recua

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Soja registra leves altas e tenta recuperação em Chicago

Os preços da soja operam com leves ganhos na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23), após as quedas mais intensas observadas no encerramento do pregão anterior. O movimento indica uma tentativa de recuperação parcial, ainda que sem força suficiente para impulsionar avanços mais consistentes.

Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 1 e 2,50 pontos. O vencimento maio era cotado a US$ 11,65 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,81 por bushel.

Mercado segue cauteloso diante de cenário global incerto

O ambiente de negócios permanece marcado pela cautela. Investidores continuam atentos ao cenário macroeconômico e às incertezas geopolíticas, fatores que limitam movimentos mais expressivos nas cotações.

A postura defensiva reflete a ausência de novos direcionadores fortes no curto prazo, mantendo o mercado sensível a qualquer mudança no cenário internacional.

Fundamentos: foco na demanda e na nova safra dos EUA

No campo dos fundamentos, o mercado acompanha o fim da safra na América do Sul e o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da oleaginosa.

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Ao mesmo tempo, cresce a atenção sobre o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. As condições climáticas passam a ganhar protagonismo nas decisões dos agentes de mercado.

Clima no Corn Belt preocupa produtores

As previsões indicam chuvas intensas em regiões importantes do Corn Belt nos próximos dias. Esse cenário pode dificultar o avanço da semeadura, gerando preocupação entre produtores.

Há relatos de que parte dos agricultores estaria acelerando os trabalhos no campo para evitar possíveis atrasos provocados pelas condições climáticas adversas.

Derivados apresentam movimentos mistos

No complexo soja, o comportamento dos derivados contribui para manter o mercado equilibrado. Após um fechamento negativo na sessão anterior, o farelo volta a subir nesta quinta-feira, enquanto o óleo recua.

Esse movimento misto ajuda a manter os preços do grão em trajetória lateral, sem definição clara de tendência.

Ajustes técnicos sustentam leve reação

Do ponto de vista técnico, o avanço moderado observado nesta manhã está ligado a ajustes de posições por parte dos fundos, após períodos recentes de maior volatilidade.

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A movimentação sugere uma tentativa de consolidação dos preços em novos patamares, ainda sem a entrada de fatores relevantes que possam alterar significativamente o rumo do mercado.

Mercado segue lateralizado e sensível a novas informações

Com equilíbrio entre suporte externo e uma oferta mais confortável, a soja mantém um comportamento lateralizado em Chicago. O mercado permanece atento a qualquer novidade — seja climática, geopolítica ou ligada à demanda — que possa definir uma direção mais clara para os preços ao longo do dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estratégias nutricionais e uso de enzimas reduzem perdas e melhoram desempenho de poedeiras

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A presença de fatores antinutricionais nas dietas de poedeiras pode comprometer o aproveitamento de nutrientes, o desempenho produtivo e até a qualidade estrutural das aves. Entre os principais compostos estão o fitato, os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) e os inibidores de tripsina.

De acordo com o zootecnista da Auster Nutrição Animal, Allan Dias, esses elementos reduzem o valor nutritivo de ingredientes vegetais comumente utilizados nas rações, como milho e farelo de soja, especialmente quando há inclusão de matérias-primas alternativas para redução de custos.

Impactos dos compostos antinutricionais na digestibilidade e produção

Cada fator antinutricional atua de forma distinta no organismo das aves. Os PNAs reduzem a disponibilidade de nutrientes e energia na dieta. O fitato impede a utilização do fósforo presente em ingredientes vegetais e pode afetar a integridade da mucosa intestinal. Já os inibidores de tripsina reduzem a digestibilidade das proteínas.

Segundo Allan Dias, esses efeitos impactam diretamente o desempenho das poedeiras, com reflexos na taxa de postura, na qualidade da casca dos ovos e no peso das aves.

Enzimas são principais ferramentas para melhorar aproveitamento nutricional

O uso de enzimas é uma das principais estratégias para reduzir os efeitos dos fatores antinutricionais e melhorar a eficiência das dietas.

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Para os PNAs, enzimas como xilanase auxiliam na quebra de arabinoxilanos presentes no milho, enquanto glucanase e galactosidase reduzem os impactos de glucanos e galactosídeos no farelo de soja, aumentando o aproveitamento energético dos alimentos.

No caso do fitato, as fitases são fundamentais para liberar fósforo e cálcio presentes em ingredientes vegetais.

Já os inibidores de tripsina exigem maior controle, pois enquanto os do tipo Kunitz podem ser inativados pelo calor, os do tipo Bowman-Birk permanecem parcialmente ativos e podem comprometer a digestibilidade quando presentes em níveis superiores a 3,5 mg/g. Por isso, o controle de qualidade no processamento do farelo de soja é considerado essencial.

Outros fatores antinutricionais também impactam a qualidade das dietas

Além de PNAs, fitato e inibidores de tripsina, outros compostos também podem interferir no desempenho das aves, como os taninos presentes no sorgo e o gossipol encontrado no farelo de girassol.

Esses elementos podem reduzir o consumo de ração e afetar a qualidade dos ovos, reforçando a necessidade de rigor na seleção e no controle das matérias-primas utilizadas na formulação das dietas.

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Soluções enzimáticas ampliam eficiência nutricional nas granjas

Diante da complexidade dos desafios nutricionais, a Auster Nutrição Animal desenvolveu a Linha Aela Postura, que combina fitase e carboidrases de amplo espectro para melhorar a liberação de energia, fósforo e aminoácidos a partir dos ingredientes da dieta.

Segundo Allan Dias, a formulação utiliza fitase de alta velocidade de atuação, aumentando o aproveitamento do fósforo fítico, além de xilanase capaz de atuar sobre diferentes tipos de arabinoxilanos e xilanos presentes no milho, potencializando o uso energético do ingrediente.

A linha também permite formulações personalizadas, com inclusão de enzimas como α-galactosidase e β-glucanase, de acordo com as necessidades de cada granja.

Redução de custos e manutenção de desempenho são destaques da tecnologia

De acordo com a empresa, os resultados econômicos observados em granjas que utilizam a Linha Aela Postura indicam redução de custos de ração entre R$ 15,00 e R$ 30,00 por tonelada, mantendo desempenho equivalente ao padrão das linhagens de poedeiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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