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Zoetis anuncia reestruturação no Brasil para fortalecer atuação em saúde animal

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Reestruturação estratégica entra em vigor em setembro de 2025

A Zoetis, líder global em saúde animal, implementou uma reestruturação de suas Unidades de Negócios no Brasil, que entrou em vigor no dia 1º de setembro de 2025. A mudança reorganiza a operação em duas frentes principais:

  • Unidade de Suínos: passa a atuar de forma totalmente independente.
  • Unidade Poultry (Aves), Aqua & BioDevices: integra as áreas de Aves, Aquacultura e BioDevices em uma única unidade.

Segundo a companhia, a reestruturação tem como objetivo ampliar a especialização, reforçar a excelência técnica e comercial e acelerar a resposta às demandas do mercado, promovendo maior foco, eficiência operacional e qualidade nos serviços.

Suínos ganha unidade independente para impulsionar o setor

A nova Unidade de Negócios de Suínos será liderada por Evandro Poleze, antigo Diretor de Vivax e Assuntos Regulatórios e Governamentais. A iniciativa busca intensificar a presença da Zoetis na suinocultura, oferecendo soluções inovadoras, suporte técnico especializado e impulsionando a produtividade e a sustentabilidade da produção nacional.

Em declaração, Poleze destacou:

“A suinocultura brasileira tem papel essencial no Agro, abastecendo o mercado com proteína de qualidade e gerando valor para toda a cadeia produtiva. Ao tornar Suínos uma unidade independente, a Zoetis reafirma seu compromisso em estar mais próxima dos clientes e parceiros, trazendo tecnologias, serviços e conhecimento que contribuem para a eficiência na produção, o bem-estar animal e a rentabilidade do suinocultor.”

Integração de Aves, Aquacultura e BioDevices fortalece sinergias

A Unidade Poultry (Aves), Aqua & BioDevices passa a ser comandada por Renato Verdi, antigo diretor de Aves, Suínos e Aquacultura. A integração dessas áreas cria oportunidades de crescimento em segmentos complementares, fortalece a expertise técnica e consolida a atuação da Zoetis nesses mercados.

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Além disso, a área de Assuntos Regulatórios passa a ser liderada por Fiorella Fochi, Gerente de Assuntos Regulatórios, reportando-se diretamente a Luis Xavier Rojas, Presidente da Zoetis Brasil.

Foco em inovação, eficiência e atendimento ao mercado

Segundo a direção da Zoetis, a reorganização busca integrar conhecimento, otimizar processos e explorar sinergias entre segmentos estratégicos, fortalecendo a capacidade de inovação e o atendimento ao mercado.

Rojas reforçou:

“Acreditamos que essa nova configuração nos permitirá não apenas atender, mas antecipar as necessidades do mercado, fortalecendo nossa atuação técnica e comercial e impulsionando a inovação em cada unidade de negócios.”

A empresa reforça seu compromisso em gerar impacto positivo em toda a cadeia de valor e transformar a saúde animal, mantendo o foco em clientes, parceiros e sociedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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