AGRONEGÓCIO

Zarc Avança no Paraná e Apoia Produtores de Soja na Adaptação às Mudanças Climáticas

Publicado em

O Brasil, maior produtor mundial de soja, deverá colher mais de 166 milhões de toneladas do grão na safra 2024/25, conforme estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, nos últimos anos, as colheitas enfrentaram perdas de produtividade devido a secas, chuvas irregulares e temperaturas elevadas, fenômenos exacerbados pelas mudanças climáticas. Nesse cenário, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) tem se mostrado essencial para auxiliar os produtores na mitigação dos impactos climáticos sobre a produção de soja.

Zarc: uma ferramenta em constante evolução

De acordo com José Renato Farias, pesquisador da Embrapa Soja (PR), o Zarc alcançou um nível de desenvolvimento avançado, respaldado por uma base de dados sólida. “Esse avanço proporciona aos produtores maior segurança para reduzir os efeitos das adversidades climáticas”, destaca. O Zarc está em constante aprimoramento, com o mais recente avanço sendo o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), uma abordagem inovadora que está sendo testada em lavouras de soja no Paraná, com resultados promissores.

O Zarc NM foca em práticas de manejo do solo, que são essenciais no momento do plantio. Tais práticas não apenas melhoram o armazenamento, a recarga e a distribuição de água no solo, mas também aumentam a profundidade das raízes, ampliando o volume de água disponível para as plantas. “Esse manejo é crucial em períodos de escassez de chuvas”, ressalta Farias.

Leia Também:  Café Arábica Testa Patamar de 230 Centavos em Nova York com Pressão do Mercado Financeiro

A expectativa é que o Zarc NM seja expandido para outras regiões do Brasil, beneficiando também outras culturas de grande relevância econômica, como milho e trigo.

Benefícios do Zarc NM

A maior parte da produção de soja no Brasil (cerca de 95%) é realizada em áreas de sequeiro, ou seja, sem irrigação. Para essas culturas, a água necessária para o desenvolvimento vem da precipitação pluviométrica e da disponibilidade de água no solo. Práticas adequadas de manejo podem otimizar esse recurso, garantindo mais água para as plantas.

O aprimoramento do manejo impacta positivamente nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, aumentando o teor de matéria orgânica, redistribuindo a água, estimulando o crescimento do sistema radicular e, consequentemente, elevando a produtividade. “Além de reduzir os riscos hídricos, o uso de melhores práticas de manejo resulta em outros benefícios, como a conservação do solo e da água, e o aumento do carbono orgânico no solo”, complementa Farias.

Indicadores do Zarc NM

A avaliação do nível de manejo do solo considera diversos indicadores, estabelecidos a partir de pesquisas detalhadas e publicações científicas. Esses indicadores são fundamentais para classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo e avaliar a qualidade do solo. Entre os principais indicadores estão: semeadura em contorno (curvas de nível), tempo sem preparo do solo, porcentagem de cobertura do solo, saturação por bases, teor de cálcio e saturação por alumínio, entre outros.

Leia Também:  Endividamento rural: FPA rejeita proposta do governo e mantém defesa de renegociação com juros menores e prazo de 13 anos
Outras práticas recomendadas

Além do manejo do solo, outras práticas também podem ajudar a reduzir os impactos das mudanças climáticas, como a utilização de cultivares tolerantes à seca, o uso de sementes de qualidade, a semeadura escalonada e o emprego de cultivares com ciclos diferenciados.

Zarc em destaque

A relevância do Zarc como ferramenta de apoio aos produtores de soja foi discutida no episódio de 13 de janeiro deste ano do programa Soja Talks, produzido pela Embrapa Soja e disponível no YouTube e Spotify. Participaram do episódio os pesquisadores José Renato Farias e José Salvador Foloni, que detalharam as aplicações do Zarc no enfrentamento dos desafios climáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Published

on

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia Também:  Dia das Mães impulsiona mercado de suínos e eleva demanda por cortes nobres, aponta Cepea

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Endividamento rural: FPA rejeita proposta do governo e mantém defesa de renegociação com juros menores e prazo de 13 anos
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA