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Workshop em Cuiabá debate novas regras para análise de sementes e reforça capacitação técnica no Cerrado

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A cidade de Cuiabá (MT) sediou, entre os dias 8 e 11 de julho, a 2ª edição do Workshop da Rede de Laboratórios de Sementes do Cerrado, promovido pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) em parceria com a Comissão de Sementes e Mudas de Mato Grosso (CSM-MT).

O evento foi voltado a responsáveis técnicos e gestores de laboratórios de sementes da região do Cerrado e reuniu 68 participantes, representando 47 laboratórios dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Foco na padronização e qualificação dos laboratórios

Para o presidente da APROSMAT, Nelson Croda, a continuidade do workshop reforça o compromisso da entidade com a qualificação da cadeia de sementes. Ele destacou que o principal objetivo da ação é garantir a padronização e a adoção de boas práticas nos processos de análise.

“Essa parceria com a CSM-MT é fundamental. Estamos fortalecendo todas as etapas da produção de sementes, pensando sempre no produtor rural, que é o nosso consumidor final”, afirmou Croda.

Especialistas conduzem parte técnica e prática do evento

As palestras e atividades técnicas ficaram sob a responsabilidade das especialistas Dra. Myriam Alvisi e Dra. Maria de Fátima Zorato, que trouxeram uma abordagem aprofundada sobre os principais avanços e atualizações nas regras de análise de sementes (RAS).

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Segundo Maria de Fátima Zorato, a nova RAS vai além de uma simples norma técnica: trata-se de um instrumento em constante evolução, alinhado às práticas laboratoriais, à ciência e às demandas do setor produtivo.

“Ela é uma verdadeira ‘bíblia de laboratório’ para o Brasil. A atualização foi feita de forma inteligente e prevê revisões periódicas que acompanham a realidade do campo e do laboratório”, destacou.

Alinhamento com regras internacionais

Já a especialista Myriam Alvisi explicou que as atualizações das RAS acompanham os avanços estabelecidos pelas normas internacionais da ISTA, que são reconhecidas globalmente.

Ela também destacou a inovação trazida pelo lançamento digital das RAS no portal WIC SDA do Ministério da Agricultura, permitindo acesso público e facilitando atualizações por capítulos, sem a necessidade de revisão completa do documento.

CSM-MT valoriza atualização e capacitação técnica

Para a presidente da CSM-MT, Tanismare de Almeida, o evento cumpre um papel essencial ao atualizar profissionais e promover a excelência técnica entre os laboratórios da região.

“Trazer especialistas como a doutora Fátima e a doutora Myriam é fundamental. Esse tipo de capacitação garante a atualização das regras e contribui para a melhoria dos processos laboratoriais em todo o Cerrado”, afirmou.

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Temas abordados durante o workshop

Durante os quatro dias de evento, os participantes puderam aprofundar conhecimentos em diversos temas técnicos e regulatórios, com foco na atualização das RAS 2025. Entre os conteúdos apresentados, destacam-se:

  • Estrutura atualizada das RAS 2025
  • Interpretação técnica e identificação de pontos críticos
  • Boas práticas laboratoriais e conformidade técnica
  • Fundamentos legais e processo de credenciamento
  • Responsabilidade técnica e operacional
  • Gestão da qualidade com base na norma ISO
  • Boas práticas de amostragem e análise
  • Novidades em métodos de análise e fatores que afetam os resultados

A segunda edição do workshop consolida-se como um importante instrumento para fortalecer a rede de laboratórios do Cerrado e garantir padrões de excelência técnica no setor de sementes, com impacto direto na qualidade da produção agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de cacau enfrenta pressão macroeconômica e risco climático com volatilidade no radar

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O mercado internacional de cacau segue sob forte pressão, influenciado por um ambiente macroeconômico adverso e riscos climáticos crescentes no médio e longo prazo. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o setor enfrenta uma combinação de custos elevados, demanda irregular e sensibilidade elevada a mudanças nos fundamentos.

A escalada das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, tem elevado o prêmio de risco global, impactando diretamente custos logísticos, de energia e seguros — fatores que pressionam toda a cadeia da commodity.

Logística global e custos em alta

Segundo a consultoria, gargalos logísticos em rotas estratégicas vêm agravando o cenário. Interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o fluxo em corredores importantes como o Canal de Suez, elevando significativamente os custos de frete e transporte.

Esse ambiente também pressiona os preços de insumos, como fertilizantes nitrogenados, ampliando os riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

Demanda global mostra comportamento desigual

Do lado da demanda, o desempenho varia entre regiões. A Ásia apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, cuja moagem avançou 8,7%. No consolidado regional, a alta foi de 5,2%, reforçando a importância da região, responsável por cerca de 23% do processamento global.

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Em contraste, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por níveis historicamente baixos de importação. Nos Estados Unidos, o processamento também recuou no período.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. A indústria enfrenta entraves como restrições às importações, mudanças em mecanismos como drawback e incertezas regulatórias, resultando em leve retração na moagem no início do ano.

Superávit global não elimina riscos

Para a safra 2025/26, a Hedgepoint Global Markets projeta um superávit global de aproximadamente 356 mil toneladas. O volume é ligeiramente inferior às estimativas anteriores, refletindo uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda.

Apesar do saldo positivo, o mercado segue altamente sensível. Pequenas mudanças nos fundamentos podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Clima entra no radar para próxima safra

O fator climático ganha relevância à medida que os principais países produtores entram em fases decisivas do ciclo produtivo. A transição entre a safra intermediária e o florescimento da safra principal 2026/27 eleva o nível de atenção do mercado.

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A possível intensificação do fenômeno El Niño é um dos principais pontos de risco. Projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e impactos irregulares na produção.

Historicamente, o El Niño não apresenta efeitos uniformes sobre o cacau, podendo gerar tanto perdas quanto recuperações posteriores, dependendo das condições regionais. Ainda assim, o fenômeno eleva o risco produtivo e exige monitoramento constante.

Perspectivas para o mercado

O cenário atual combina fundamentos mistos: superávit global, demanda enfraquecida em algumas regiões e riscos crescentes no campo climático e logístico.

Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à dinâmica global, com foco em custos, comportamento da demanda e evolução das condições climáticas, fatores que devem continuar determinando o rumo dos preços e da oferta nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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