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Wine South America encerra 5ª edição com recorde de negócios e público qualificado

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A 5ª edição da Wine South America, realizada em Bento Gonçalves (RS), consolidou-se como a maior feira de negócios do setor vitivinícola da América Latina. Com um público qualificado e presença de marcas de mais de 20 países, o evento superou expectativas e movimentou mais de R$ 100 milhões em negócios ao longo de três dias de programação intensa.

Público expressivo e vitrine para o mercado mundial

Entre os dias 6 e 8 de maio, cerca de sete mil compradores passaram pelo pavilhão de exposições na Serra Gaúcha, onde foram apresentadas mais de 430 marcas nacionais e internacionais. A feira reforçou seu papel como plataforma estratégica para o setor, promovendo lançamentos, networking e oportunidades comerciais.

Crescimento na participação internacional

A edição deste ano apresentou um crescimento de 20% no número de expositores. Países como México, Colômbia, Peru, Argentina, Equador, Venezuela, Chile, Estados Unidos e Reino Unido enviaram representantes ao evento. A presença global reforça o potencial do Brasil como mercado em expansão no consumo de vinhos e espumantes.

De acordo com o diretor do evento, Marcos Milanez Milaneze, o crescimento da feira demonstra o interesse internacional no mercado brasileiro:

“A cada ano, a WSA cresce em números e em público qualificado, o que comprova que o Brasil é um mercado cada vez mais promissor.”

Recorde de vinícolas brasileiras

A participação nacional também se destacou com a presença recorde de 200 vinícolas brasileiras, representando regiões produtoras como Serra e Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e Brasília, que estreou como expositora nesta edição.

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A Miolo Wine Group, que participa da feira desde a primeira edição, celebrou a oportunidade de apresentar novos rótulos.

“A edição deste ano está espetacular, com um público super selecionado, oportunizando bons negócios”, destacou Adriano Miolo, diretor superintendente do grupo.

Mais de duas mil reuniões de negócios

Ao longo dos três dias, a WSA foi palco de mais de duas mil reuniões comerciais, muitas delas viabilizadas pelo Projeto Comprador Nacional e Internacional, que trouxe ao evento 200 compradores qualificados de todos os estados brasileiros e de 12 países.

Destaques internacionais: Itália e Portugal

A Itália, um dos maiores produtores e exportadores de vinhos do mundo, teve participação recorde, com 80 marcas – um crescimento de mais de 100% em relação à edição anterior. A presença italiana foi fortalecida pelo apoio da ICE – Agência para a Internacionalização das Empresas Italianas.

Outra novidade foi a estreia de Portugal na WSA. Mais de 25 vinícolas portuguesas representaram regiões tradicionais como Douro, Alentejo, Vinho Verde, Dão, Bairrada e Lisboa.

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“Viemos para diversificar a distribuição dos nossos produtos e buscar regiões que normalmente não alcançaríamos sem um evento profissional como a WSA”, destacou Daniela Costa, gerente do Wines of Portugal.

Imprensa especializada e influenciadores

O evento também contou com ampla cobertura jornalística. O Projeto Imagem trouxe jornalistas e influenciadores de renome para conhecerem de perto os vinhedos e o processo de produção dos vinhos e espumantes da Serra Gaúcha, promovendo uma imersão na cultura vitivinícola brasileira.

Conteúdo e capacitação para o setor

Além da área de exposição e negócios, a Arena de Conteúdo promoveu palestras, painéis e masterclasses com degustações conduzidas por especialistas renomados. Temas como as tendências do mercado de vinhos e estratégias para o varejo especializado foram abordados por nomes como Danio Braga, presidente da ABS, e Marco Bimbatti, sommelier do Gran Hyatt São Paulo.

O evento também contou com o workshop “Planeje seu Negócio de Vinhos para o 2º Semestre de 2025”, voltado a empresários do setor. A capacitação foi conduzida por Diego Bertolini, especialista com mais de 25 anos de atuação na área e sócio do Grupo Venda Mais Vinho.

Próxima edição já tem data marcada

Após o sucesso desta edição, a organização da Wine South America confirmou que a próxima edição do evento será realizada em maio de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

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O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

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O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

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Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

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