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Paraná intensifica ações no Vale do Ribeira para proteger produção de tangerina contra o greening

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Greening detectado em Cerro Azul e Doutor Ulysses

O greening — doença que mais afeta a citricultura mundial — foi identificado em algumas árvores nos municípios de Cerro Azul e Doutor Ulysses, no Vale do Ribeira, Região Metropolitana de Curitiba. Embora a presença do psilídeo vetor (Diaphorina citri Kuwayama) ainda não tenha sido confirmada na região, as autoridades já atuam para evitar a disseminação da enfermidade.

Fiscalização e orientação aos produtores

Fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciaram um trabalho de fiscalização em pomares de ponkan, principal variedade de tangerina cultivada na região. A ação inclui a identificação e o corte das plantas sintomáticas, além de orientar os produtores sobre os cuidados necessários para evitar o avanço da doença.

Essa operação faz parte da Operação Big Citros, que já atua desde 2023 nas regiões Norte e Noroeste do estado com objetivo de reduzir a incidência do greening.

Estrutura da operação e abrangência
  • 30 servidores da Adapar divididos em 13 equipes estão mobilizados.
  • Foram mapeadas cerca de 700 propriedades em Cerro Azul e Doutor Ulysses.
  • A fiscalização iniciou em uma amostragem de 10% dessas propriedades, com visitas para identificação da doença e orientações.
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Segundo Carolina Garbuio, chefe da Divisão da Sanidade da Citricultura da Adapar, “a resposta rápida e a educação sanitária são essenciais para preservar a sanidade dos pomares de ponkan”.

Procedimento para manejo das plantas doentes

O fiscal da Adapar, Orlando Hansen, explica que quando a doença é identificada, o produtor é notificado para realizar o corte da árvore infectada rente ao solo. O cuidado especial é evitar a rebrota, já que o greening é uma doença sistêmica e pode retornar se a árvore não for eliminada corretamente.

Essas medidas são fundamentais para evitar maiores perdas e garantir a continuidade da produção.

Monitoramento do vetor e combate ao comércio ilegal

Até o momento, as equipes técnicas da Adapar e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) não encontraram o psilídeo asiático transmissor da doença na região.

Paralelamente, a Adapar alerta para o risco do comércio ilegal de mudas, que podem transportar plantas infectadas e facilitar a disseminação do greening. Recentemente, produtores foram reunidos no Ceasa para receber orientações sobre esse risco.

Depoimento de produtor local

O produtor Amazino de Jesus Despanches, dono de um pomar com mais de mil pés em Cerro Azul, destaca a importância da ação da Adapar:

“Antes a gente só ouvia falar do problema em São Paulo e Minas Gerais. Agora que chegou aqui, ficamos preocupados. As orientações da Adapar têm ajudado muito nesse momento.”

Impactos do greening na citricultura

O greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), provoca sintomas graves como:

  • Queda precoce dos frutos
  • Redução significativa da produção
  • Morte prematura das plantas
  • Frutos deformados, menores, com baixa qualidade de sabor e reduzido valor comercial
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A doença compromete tanto o consumo in natura quanto o processamento industrial das frutas.

Prorrogação da emergência fitossanitária

Em resposta à gravidade da situação, o governador em exercício, Darci Piana, assinou o Decreto nº 10.445, publicado em 30 de junho, que amplia por mais 180 dias a situação de emergência fitossanitária para o greening no Paraná.

Essa medida reforça a agilidade e a eficácia das ações de controle para proteger a citricultura paranaense.

A operação reforça o compromisso do Paraná em proteger sua produção de tangerinas e garantir a sustentabilidade da citricultura regional frente aos desafios fitossanitários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais

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O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.

Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.

A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.

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Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim

A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.

O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.

AGU destaca avanço logístico e redução de emissões

Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.

Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.

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Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.

O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.

Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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