AGRONEGÓCIO

VLI registra alta de 18% na movimentação de cargas no Terminal Marítimo Inácio Barbosa, em Sergipe

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Movimentação de cargas cresce 18% no TMIB no primeiro semestre

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado em Barra dos Coqueiros (SE) e operado pela VLI, registrou um aumento de 18% no volume de cargas movimentadas entre janeiro e junho de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O crescimento reflete a consolidação do terminal como um importante polo logístico para o Nordeste brasileiro.

Destaques nas importações: coque de petróleo, trigo e cimento

Entre os produtos com maior crescimento no terminal, o coque de petróleo teve alta expressiva de 97%, impulsionada pelo aumento da produção de cimento no estado de Sergipe. A movimentação de trigo cresceu 2,6 vezes em relação ao primeiro semestre de 2024, beneficiada pelo início ou retomada das operações dos moinhos locais.

Além disso, o cimento também registrou crescimento significativo de 42%, abastecendo unidades industriais da região Norte. A importação de fertilizantes apresentou alta de 6%, atendendo à demanda crescente do agronegócio sergipano.

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Importância estratégica para o escoamento regional

O desempenho do TMIB evidencia sua importância para o escoamento de diferentes matrizes de carga no Nordeste, incluindo grãos como soja, milho e farelo de soja, além de insumos para a construção civil, fertilizantes e mineração.

O terminal também oferece suporte logístico a operações de passageiros e suprimentos para a Petrobras, atendendo embarcações offshore na Bacia Sergipe-Alagoas. Esse apoio é fundamental para as operações e manutenções das plataformas de petróleo próximas à costa sergipana.

Compromisso com a eficiência e o desenvolvimento regional

Segundo Aroldo Cecílio, gerente geral comercial da VLI, os resultados positivos refletem a consolidação do TMIB como uma alternativa eficiente para levar as riquezas do Nordeste ao mercado global.

“Trabalhamos em parceria com todo o ecossistema portuário para ampliar nossa representatividade nacional e oferecer um serviço de qualidade, contribuindo para o crescimento econômico da região”, destaca Cecílio.

Perspectivas para o futuro

Com o ritmo atual, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa mantém sua trajetória de crescimento, apoiando o desenvolvimento do agronegócio, da indústria e da infraestrutura energética no Nordeste, além de fortalecer a integração logística do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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