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Faltas em consultas e exames prejudica pacientes que aguardam atendimentos em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reforça à população a importância de manter os dados do Cartão SUS sempre atualizados. A atualização cadastral permite que o sistema de regulação localize com facilidade os usuários, facilite os agendamentos e evite o desperdício de vagas, beneficiando milhares de pessoas que aguardam por consultas, exames ou procedimentos cirúrgicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos maiores desafios enfrentados pela rede municipal de saúde é o alto índice de absenteísmo, ou seja, o não comparecimento dos pacientes aos atendimentos previamente agendados. De acordo com o monitoramento do Sistema de Regulação (SISREG), no período de janeiro a maio de 2025, apenas na demanda do município de Cuiabá, foram registrados 21.642 usuários que deixaram de comparecer às consultas agendadas, o que representa uma taxa de 23,06% de faltas. Já considerando os agendamentos de consultas para o interior, no mesmo período, o número de faltas foi de 6.906 pacientes, resultando em uma taxa de 48,3% de absenteísmo, índice ainda mais preocupante.

O secretário adjunto de Complexo Regulador e Atenção Hospitalar, Dr. Eduardo Andraus, destaca que a falta de atualização dos dados prejudica diretamente a eficiência dos serviços.

“Muitas vezes não conseguimos localizar o paciente para confirmar o agendamento porque o telefone está desatualizado ou o endereço é inexistente. Isso compromete todo o fluxo de atendimento, pois não sabemos se o paciente ainda precisa do procedimento ou se já realizou por outro meio. Além disso, ele ocupa o lugar de outra pessoa que está aguardando e realmente precisa ser atendida.”

É importante esclarecer que, no sistema SISREG, a taxa de absenteísmo é calculada com base nos agendamentos que permanecem como “pendentes”, ou seja, não confirmados pela unidade executora no prazo estabelecido. Embora parte desse percentual se deva à falta de registro em tempo oportuno pelos prestadores, o absenteísmo real por parte dos usuários é um dos principais fatores que comprometem o aproveitamento das vagas disponíveis e aumentam os tempos de espera na rede pública.

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Dra Lucia Helena Barboza Sampaio, faz um apelo direto à população. “Pedimos encarecidamente que todos os usuários mantenham seus dados atualizados junto ao Cartão SUS. Caso não possam comparecer a uma consulta ou não necessitem mais do procedimento, comuniquem a unidade de saúde ou mesmo seu agente comunitário. Esse gesto simples pode abrir espaço para que outra pessoa seja atendida, muitas vezes em situação de urgência.”

Diante desse cenário, a SMS, por meio do Complexo Regulador Municipal, tem adotado uma série de estratégias para reduzir o absenteísmo e melhorar a eficiência do sistema:

1. Canais de Comunicação com o Usuário
Atendimento telefônico e por WhatsApp para orientações, cancelamentos e remarcações: (65) 99219-2869, 93307-3477, 99323-1015 e 99323-5880.
Atendimento presencial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na sede da Central de Regulação Municipal;
Grupos de WhatsApp com unidades de saúde da capital e do interior, para agilizar a comunicação sobre agendamentos;
Contato direto com os pacientes via aplicativos de mensagens, especialmente em casos de procedimentos cirúrgicos ou exames especializados.

2. Responsabilidade das Unidades de Saúde

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) devem acessar diariamente o sistema SISREG para identificar novos agendamentos e realizar a busca ativa dos pacientes. A unidade solicitante é responsável por informar o paciente sobre o agendamento, motivo pelo qual é essencial manter uma rotina diária de acompanhamento dos agendamentos no sistema. As equipes devem fornecer todas as informações necessárias sobre o procedimento agendado, como data, hora e local, garantindo que o usuário esteja devidamente orientado. Além disso, são realizadas ações educativas e de conscientização sobre o impacto negativo das ausências. A Secretaria também reforça que o paciente deve procurar a UBS mais próxima para atualizar seu número de telefone e demais dados no sistema CADSUS WEB, a fim de garantir que o contato da regulação e das unidades de saúde seja efetivo.

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3. Monitoramento e Avaliação
A Central de Regulação monitora constantemente os índices de absenteísmo por especialidade, tipo de serviço e unidade executante;
Os dados subsidiarão estratégias de gestão, ajustes em agendas e melhorias nos fluxos de regulação.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o comparecimento aos atendimentos agendados é um ato de responsabilidade coletiva. O não comparecimento não impacta apenas o sistema, mas também a saúde de outras pessoas que aguardam por cuidados. Por isso, manter o cadastro atualizado, atender às ligações da regulação e informar em caso de desistência ou mudança de necessidade são atitudes fundamentais para o bom funcionamento do SUS.

#PraCegoVer

A imagem mostra um documento de identificação do paciente do Sistema Único de Saúde (SUS). O cartão está sendo segurado por uma mão, aparentemente feminina, com as unhas pintadas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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