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VLI atinge a economia de 3 milhões de litros de diesel com o uso da ferramenta Fuelytics

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A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – atingiu a marca de 3 milhões de litros de diesel economizados até 2023 com a aplicação da ferramenta Fuelytics, que viabiliza a redução a partir da priorização de ações operacionais indicadas por modelagem matemática. Com a redução no consumo do combustível, a companhia conseguiu promover uma diminuição na emissão de gases na atmosfera equivalente a cerca de 7 mil toneladas de CO₂.

Em pleno funcionamento nos corredores logísticos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Ferrovia Norte-Sul (FNS – Tramo Norte), ambas administradas pela VLI, o Fuelytics destaca o caráter sustentável do transporte de cargas por ferrovias, uma vez que as emissões de CO₂ relacionadas ao modal são inferiores às do transporte rodoviário.

Para o gerente-geral de Engenharia de Desenvolvimento e Tecnologia Operacional da VLI, Cesar Toniolo, a marca de economia de combustível acumulada reflete o foco da companhia no desenvolvimento de soluções internas ou em conjunto com parceiros para o incremento contínuo da eficiência energética das operações. “A implantação e a expansão de tecnologias nas nossas rotinas operacionais ocorrem de forma constante, o que nos permite alcançar resultados consistentes, alinhados com o compromisso da companhia de reduzir emissões atmosféricas”, afirma.

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O Fuelytics foi desenvolvido no Inova VLI, programa de intraempreendedorismo da companhia, e segue um processo de aperfeiçoamento contínuo, tendo como objetivo oferecer o acompanhamento dos resultados, além de centralizar as informações de maneira a facilitar a usabilidade e autonomia dos colaboradores.

Como funciona

O Fuelytics reúne informações operacionais – como as oriundas dos computadores de bordo das locomotivas – e através de modelagem matemática, consegue obter correlações estatísticas e identificar as variáveis com maior potencial de redução de combustível por localidade, fornecendo informações para priorizar as ações que viabilizam o ganho.

Com a mensuração das variáveis impactantes, a ferramenta também é capaz de fornecer informações, que possibilitam a obtenção de ganho em performance e consequente redução no consumo de combustível e emissão de CO₂.

Outras variáveis consideradas na equação são a forma de condução do trem e o perfil do trecho percorrido, entre outros componentes que, direta ou indiretamente, implicam na relação consumo X performance.

Outras iniciativas

Além do Fuelytics, a VLI possui outras iniciativas com foco na eficiência energética. Uma delas é o sistema Leader, implantado inicialmente nas operações da Ferrovia Norte-Sul VLI e, mais recentemente, nos corredores Leste e Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica, por onde a companhia mantém fluxos de importação e exportação pelo sistema portuário do Espírito Santo e da Baixada Santista, respectivamente. Por meio deste software, quando o trem atinge velocidade superior a 8 km/hora, o maquinista pode habilitar a condução semiautônoma. A estimativa de economia de combustível por meio do uso do sistema é de 7% nos Corredores Leste e Sudeste e de 3,5% no Corredor Norte.

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Fonte: VLI

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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