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Vereadores aprovam nova reestruturação administrativa da Prefeitura de Cuiabá

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Os vereadores aprovaram nesta terça-feira (07) a nova reestruturação administrativa da Prefeitura de Cuiabá. A proposta promove ajustes internos na gestão sem gerar custos adicionais para os cofres públicos. As mudanças consistem em fusões, remanejamentos de cargos e reorganização de atribuições, aproveitando recursos humanos já existentes na administração.

Entre as principais alterações está a criação da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento (SMPlan.EO), que resulta da fusão da antiga Secretaria de Planejamento (SMPlan) com a Secretaria de Assuntos Estratégicos. A nova estrutura terá dois titulares em nível GDA-1: um Secretário de Planejamento Estratégico e um Secretário de Orçamento, este último atuando como ordenador de despesas.

Outro ponto importante é a readequação do Gabinete do Prefeito: o cargo de Secretário-Chefe de Gabinete, que antes possuía simbologia GDA-1, passa a ser apenas Chefe de Gabinete, com simbologia GDA-2. A medida gera economia e reorganiza a hierarquia sem ampliar a folha de pagamento.

Na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), também houve ajuste: o cargo de Secretário de Segurança, extinto após a fusão da SMSeg pela lei anterior, foi reaproveitado em nível GDA-1 para criar o posto de Secretário Municipal de Trabalho e Emprego, fortalecendo políticas voltadas à geração de oportunidades no mercado de trabalho.

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De acordo com a gestão, as alterações fazem parte do processo contínuo de modernização e busca de eficiência da máquina pública. Como não envolvem a criação de novos cargos nem aumento de despesas, representam uma reorganização administrativa que, a médio prazo, deve reduzir custos indiretos e otimizar os serviços ofertados à população.

Organograma Simplificado:

Prefeitura de Cuiabá
├── Assessoramento: SMGov | SECOM
├── Consultoria: PGM
├── Controle Interno: CGM
├── Estratégico/Instrumental:
│ ├── SMEconomia
│ └── SMPlan.EO (novo – Planejamento Estratégico e Orçamento)
│ ├── Secretário de Planejamento Estratégico (GDA-1)
│ └── Secretário de Orçamento (GDA-1, ordenador de despesas)
└── Finalísticas:
  ├── SME.CULT.ESP
  ├── SMS
  ├── SMADES/SPDU
  ├── SMSocial
  ├── SDTA
  │ └── inclui o Secretário de Trabalho e Emprego (novo, GDA-1)
  ├── SMulher
  ├── SMInfra
  ├── SORP
  ├── SMHabt
  └── SEMOB.SEGP

Síntese das Mudanças:

Criação da SMPlan.EO (fusão SMPlan + Assuntos Estratégicos).

Dois secretários GDA-1: Planejamento Estratégico e Orçamento.

Cargo de Chefe de Gabinete rebaixado de GDA-1 para GDA-2.

Criação do cargo de Secretário de Trabalho e Emprego dentro da SDTA (com cargo GDA-1 remanejado da antiga SMSeg).

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Nenhum custo extra: apenas remanejamento de estruturas e cargos já existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade

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A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.

De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.

Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas

Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.

Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.

Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.

Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate

Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:

  • Maior eficiência na absorção de nutrientes;
  • Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
  • Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
  • Correção rápida de deficiências nutricionais;
  • Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
  • Frutos com melhor padrão de qualidade;
  • Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
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Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta

Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.

O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.

Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.

Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais

Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.

No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.

Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.

Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato

Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.

Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.

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Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.

Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária

Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.

Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:

  • Nematoides;
  • Podridão radicular;
  • Podridão de caule;
  • Mofo branco;
  • Murcha de fusarium.

A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.

Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura

Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.

A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.

Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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