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Vendas de etanol hidratado seguem em ritmo acelerado na primeira quinzena de março

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Nesse mesmo período, no ano anterior, a quantidade processada foi de 605,29 mil toneladas. No acumulado da safra 2023/2024, a moagem atingiu 649,39 milhões de toneladas, ante 543,89 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2022/2023 – um avanço de 19,40%.

Nos primeiros 15 dias de março, 24 unidades deram início à safra 2024/2025. Ao término da quinzena, estão em operação 40 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 28 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e três usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, operaram 23 unidades produtoras.

Em levantamento realizado pela UNICA, espera-se que 39 unidades produtoras reiniciem as atividades durante a segunda quinzena de março. O ritmo de retorno das usinas pode sofrer alterações a depender das condições climáticas de cada região canavieira.

A qualidade da matéria-prima colhida acumulada desde o início da safra até a primeira metade de março, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou redução de 1,17% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, atingindo 139,44 kg de ATR por tonelada nesta safra.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira metade de março foi de 64,30 mil toneladas. No acumulado desde 1º de abril de 2023, a fabricação do adoçante totaliza 42,24 milhões de toneladas, contra 33,58 milhões de toneladas do ciclo anterior (+25,80%).

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Na primeira quinzena de março, 366,62 milhões de litros (+38,57%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 336,08 milhões de litros (+104%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 30,55 milhões de litros (-69,39%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de março, a fabricação do biocombustível totaliza 33,07 bilhões de litros (+15,90%), sendo 20,06 bilhões de etanol hidratado (+22,32%) e 13,00 bilhões de anidro (+7,22%).

Da produção total de etanol registrada na primeira metade de março, 71% foram provenientes do milho, cuja produção atingiu 259,04 milhões de litros neste ano, contra 238,59 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 8,57%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 5,96 bilhões de litros – expressivo avanço de 40,89% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de março, as vendas de etanol totalizaram 1,46 bilhão de litros, o que representa aumento de 51,38% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 466,51 milhões de litros – retração de 9,40% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 998,48 milhões de litros – crescimento de 84,46%.

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No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado totalizaram 933,84 milhões de litros – variação positiva de 84,29% em relação ao ano passado. A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 462,78 milhões de litros – aumento de 12,90%. No agregado, o volume comercializado no mercado interno foi de 1,39 bilhão de litros.

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 31,24 bilhões de litros, representando um aumento de 12,64%. O hidratado compreende uma venda no volume de 19,09 bilhões de litros (+20,96%), enquanto o anidro de 12,15 bilhões (+1,64%).

Mercado CBios

Dados da B3, até o dia 22 de março, indicam a emissão de 9,65 milhões de créditos em 2024. Em posse da parte obrigada do programa RenovaBio há 42,50 milhões de créditos de descarbonização – esse montante já é superior à meta estabelecida para o ano de 2023, de 37,47 milhões de CBios, e cujo prazo de cumprimento se encerra em 31 de março.

Fonte: UNICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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