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Venda de Etanol Alcança Terceiro Maior Volume da Safra 2024/25

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O mercado spot de etanol em São Paulo registrou na última semana o terceiro maior volume de vendas da safra 2024/25, conforme levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O aumento da demanda por parte de distribuidoras de diversos portes foi um dos fatores que impulsionaram as negociações no estado.

Pesquisadores do Cepea indicam que o otimismo entre os vendedores é crescente, especialmente em função do bom desempenho esperado para os próximos meses. A proximidade do encerramento das atividades agrícolas e industriais na região Centro-Sul do Brasil contribuiu para essa alta nas vendas. Adicionalmente, a pressão sobre a capacidade de armazenamento foi reduzida, e a diferença de preços entre os combustíveis nas bombas segue favorecendo os valores praticados pelas usinas da região.

Entre os dias 7 e 11 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado atingiu R$ 2,5159 por litro, sem a inclusão de ICMS e PIS/Cofins, representando uma alta de 2,31% em relação à semana anterior. O preço do etanol anidro também registrou elevação, com aumento de 0,54%, encerrando o período cotado a R$ 2,7572 por litro, valor já descontado de impostos.

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Expectativas com a Lei do Combustível do Futuro

O setor de biocombustíveis no Brasil também está otimista com a recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro. A nova legislação busca fortalecer o uso de biocombustíveis no país, promovendo o diesel verde, o biometano e combustíveis sustentáveis para a aviação. Além disso, a lei amplia a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel, trazendo perspectivas positivas para a cadeia produtiva.

Entre os principais programas criados pela nova legislação estão o Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV) e o Programa Nacional do Bioquerosene de Aviação (ProBioQAV). Esses programas visam estimular o desenvolvimento de novos biocombustíveis, assim como ampliar a produção de etanol e biodiesel, fundamentais para a transição energética sustentável no país.

A lei também incentiva o uso de biometano, um combustível derivado de resíduos agrícolas, que tem o potencial de substituir o gás natural em diversas indústrias. No setor da aviação, o combustível sustentável (SAF), produzido a partir de etanol e óleos vegetais, promete contribuir significativamente para a redução das emissões de carbono, alinhando o Brasil às práticas globais de sustentabilidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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