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Venda da Safra de Algodão em Mato Grosso Avança com Queda no Preço Médio

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A comercialização do algodão da safra 2023/24 em Mato Grosso apresentou um avanço significativo em julho, alcançando 66,29% da produção estimada para o ciclo, um aumento de 3,32 pontos percentuais em relação ao mês anterior. No entanto, o preço médio da pluma foi de R$ 131,92 por arroba, registrando uma leve redução de 0,41% em comparação com o mês anterior. A queda nos preços é atribuída à desvalorização do algodão na bolsa de Nova York (EUA).

Para a safra 2024/25, as negociações já cobriram 25,74% da produção total projetada para a temporada, com um avanço de 2,45 pontos percentuais em relação ao último relatório. O preço médio negociado em julho foi de R$ 133,86 por arroba, marcando uma desvalorização de 1,57% em relação ao mês de junho.

A curto prazo, com o progresso da colheita da safra 2023/24, os preços tendem a permanecer pressionados devido ao aumento na oferta de pluma no estado, o que pode restringir novas vendas. Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) em seu boletim semanal sobre o mercado de algodão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta do diesel corrói margem no campo e pode custar até R$ 14 bilhões ao agronegócio

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A disparada de mais de 23% no preço do diesel em pouco mais de um mês já impacta diretamente o custo de produção no campo. Levantamento do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, indica que a cana-de-açúcar já registra aumento de R$ 355 por hectare — o maior entre as principais culturas. No agregado, o impacto sobre o agronegócio brasileiro soma R$ 7,2 bilhões e pode ultrapassar R$ 14 bilhões se o combustível mantiver a trajetória de alta ao longo de 2026.

O efeito é mais intenso na cana por uma razão operacional: trata-se de uma atividade altamente mecanizada e contínua. Do corte ao transporte até a usina, todas as etapas dependem de máquinas pesadas movidas a diesel, e a colheita se estende por meses. Esse padrão amplia o consumo de combustível por área e torna a cultura mais sensível a variações de preço.

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A diferença em relação a outras lavouras é significativa. Na soja, o aumento de custo varia entre R$ 42 e R$ 48 por hectare, enquanto no milho fica entre R$ 40 e R$ 75. O arroz aparece na sequência, com elevação de R$ 203 por hectare, influenciado pelo uso de irrigação. Ainda assim, nenhuma cultura apresenta o mesmo nível de exposição ao diesel que a cana.

Com o litro do combustível na casa de R$ 7,50 em abril, o impacto já se espalha por toda a cadeia produtiva. O encarecimento atinge desde o preparo do solo até o frete, pressionando o custo de grãos, açúcar, etanol e outros alimentos. Na prática, parte dessa alta tende a ser repassada ao mercado, reduzindo margem no campo e elevando preços ao consumidor.

Sem alternativas viáveis no curto prazo — como eletrificação de máquinas ou substituição em larga escala por biocombustíveis —, o produtor fica entre absorver o aumento ou reajustar preços. Caso a alta persista, o diesel deve se consolidar como um dos principais fatores de risco para o planejamento da safra 2026, influenciando decisões de investimento, área plantada e uso de tecnologia no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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