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Vazio Sanitário do Feijão: Medida de Proteção Inicia em Goiás

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A partir desta sexta-feira, 20 de setembro, 57 municípios goianos entrarão em período de vazio sanitário para a cultura do feijão comum (Phaseolus vulgaris). Esta medida, estabelecida pela Instrução Normativa nº 03/2024 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), visa combater a mosca-branca (Bemisia tabaci), vetor do vírus do Mosaico Dourado do Feijoeiro, doença que pode causar severos danos à lavoura.

Durante o vazio sanitário, os produtores devem eliminar todas as plantas de feijão, tanto cultivadas quanto voluntárias, através de métodos de controle químicos ou mecânicos. Plantas voluntárias são aquelas que brotam a partir de grãos que caem durante a colheita, transporte ou pela abertura das vagens.

Segundo José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, essa ação integra o Manejo Integrado de Pragas, fundamental para preservar a economia goiana. “O vazio sanitário é crucial no combate à mosca-branca e ao vírus do Mosaico Dourado, que podem acarretar grandes prejuízos aos produtores,” afirma.

O período de vazio se estenderá até 20 de outubro e abrange os seguintes municípios: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Alto Paraíso de Goiás, Alvorada do Norte, Barro Alto, Bela Vista de Goiás, Buritinópolis, Cabeceiras, Caldas Novas, Caldazinha, Campinaçu, Cavalcante, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Colinas do Sul, Corumbá de Goiás, Cristalina, Damianópolis, Flores de Goiás, Formosa, Gameleira de Goiás, Iaciara, Leopoldo de Bulhões, Luziânia, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, Orizona, Padre Bernardo, Pires do Rio, Planaltina, Santa Rita do Novo Destino, Santo Antônio do Descoberto, São João d’Aliança, São Miguel do Passa Quatro, Silvânia, Sítio d’Abadia, Teresina de Goiás, Uruaçu, Valparaíso, Vianópolis, Vila Boa e Vila Propício.

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Municípios como Anhanguera, Campo Alegre de Goiás, Catalão, Corumbaíba, Cumari, Davinópolis, Goiandira, Ipameri, Nova Aurora, Ouvidor, Três Ranchos e Urutaí terão a obrigatoriedade do vazio sanitário a partir de 20 de setembro, mas poderão iniciar a semeadura a partir de 6 de outubro, em razão de um calendário de plantio anterior.

Em casos específicos, a Agrodefesa poderá permitir a semeadura durante o período de vazio, mediante solicitação formal e comprovação de necessidade, como em cultivos para pesquisa científica ou produção de sementes genéticas.

A gerente de Sanidade Vegetal, Daniela Rézio, reforça que a eliminação de plantas voluntárias continua sendo imprescindível, mesmo quando se cultiva em sucessão ou rotação. Além disso, lavouras abandonadas infectadas pelo vírus do Mosaico Dourado devem ser imediatamente destruídas para evitar prejuízos a terceiros.

Maxwell Carvalho de Oliveira, coordenador do Programa de Feijão da Agrodefesa, ressalta a importância do cadastramento das lavouras, que permanece obrigatório para todas as áreas do Estado, mesmo onde o vazio foi suspenso.

Sobre a Mosca-Branca e o Mosaico Dourado do Feijoeiro

A mosca-branca é considerada uma praga-chave na produção de feijão no Brasil, sendo responsável não apenas por danos diretos, mas também pela transmissão de viroses, como o Mosaico Dourado. Essa doença pode resultar em perdas de rendimento de até 100%, representando um dos principais desafios para a cultura em todos os estados brasileiros onde o feijão é cultivado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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