AGRONEGÓCIO

Variações nos preços do Café em NY podem exercer pressão nas cotações brasileiras

Publicado em

Nesta manhã, o mercado brasileiro de café se prepara para enfrentar um dia com preços mais fracos, influenciado pela queda de aproximadamente 1% nas cotações na Bolsa de Nova York. Mesmo com a estabilidade do dólar nas primeiras negociações, a expectativa é de que a comercialização seja afetada, refletindo a situação do mercado internacional.

Na segunda-feira anterior, o mercado de café no Brasil experimentou um aumento nos preços, impulsionado pela forte valorização do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e também do robusta em Londres. No entanto, o dia foi marcado pela prudência tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores.

Com muitas empresas se aproximando do fechamento anual e diversos agentes adiando negociações para 2024 por questões fiscais, a cautela prevalece. Os vendedores aguardam que o mercado continue a mostrar sinais de alta.

Os preços registrados no mercado brasileiro de café refletem esse cenário. O café arábica de boa qualidade, com 15% de catação, teve cotação entre R$ 960,00/965,00 a saca, comparado a R$ 940,00/945,00 anteriormente. No cerrado mineiro, o café arábica de boa qualidade com 15% de catação atingiu o preço de R$ 970,00/975,00 a saca, em comparação a R$ 950,00/955,00 na sexta-feira anterior.

Leia Também:  EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: Mapa encerra bimestre com mais um recorde histórico na abertura de mercados

O café arábica do tipo “rio” na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, alcançou o valor de R$ 815,00/820,00 a saca, em contraste com R$ 790,00/795,00 do dia anterior. O café conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 720,00/725,00 a saca (R$ 700,00/705,00 do dia anterior), e o 7/8 em R$ 715,00/720,00 (R$ 695,00/700,00 anteriormente).

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), o contrato março apresentou uma queda de 0,95%, cotado a 182,35 centavos de dólar por libra-peso. Apesar da valorização de 3,9% nos contratos com entrega em março/2024 no dia anterior, as perdas atuais indicam um panorama mais incerto.

Enquanto o dólar comercial opera com uma leve baixa de 0,03%, atingindo R$ 4,9346, os indicadores financeiros globais revelam movimentações mistas nas principais bolsas da Ásia e Europa, e o preço do petróleo registra uma queda de 0,51%, sendo cotado a US$ 70,95 o barril para janeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chocolates brasileiros conquistam espaço na Argentina e ampliam oportunidades para o cacau nacional

Published

on

O Brasil deu mais um passo na estratégia de expansão das exportações de produtos agroindustriais de maior valor agregado ao participar da La Chocolaterie, principal feira do setor de chocolates da Argentina. Realizado nos dias 27 e 28 de junho, em Buenos Aires, o evento reuniu 15 empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença no mercado argentino por meio da promoção de chocolates, derivados de cacau e insumos destinados à indústria alimentícia.

A ação foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e integrou a política de promoção internacional do agronegócio brasileiro, voltada à abertura de mercados e ao fortalecimento das exportações com maior valor agregado.

Feira fortalece negócios entre Brasil e Argentina

Durante a La Chocolaterie, o estande brasileiro recebeu importadores, distribuidores, redes varejistas, fabricantes e profissionais do setor interessados em conhecer a diversidade da produção nacional.

As empresas participantes representaram todas as regiões do Brasil e apresentaram desde chocolates premium até derivados de cacau destinados à indústria alimentícia, ampliando as oportunidades de negócios com compradores argentinos.

A participação na feira reforça a estratégia brasileira de diversificar a pauta exportadora do agronegócio, agregando valor às matérias-primas produzidas no país.

Produtos destacam biodiversidade e inovação da indústria brasileira

Os visitantes tiveram acesso a uma ampla variedade de chocolates elaborados com ingredientes típicos da biodiversidade brasileira, evidenciando o potencial da indústria nacional em desenvolver produtos diferenciados.

Leia Também:  Epamig desenvolve projeto para reduzir emissão de metano na pecuária bovina mineira

Entre os destaques estiveram chocolates produzidos com cupuaçu, cumaru e baru, além de combinações inovadoras com capim-limão, laranja, baunilha, chás e queijo vegano com cacau.

A diversidade de sabores e ingredientes chamou a atenção dos compradores e reforçou a identidade dos produtos brasileiros no segmento de alimentos premium.

Rodada de negócios amplia contatos comerciais

Após a feira, a missão comercial foi concluída com uma rodada de negócios realizada em Buenos Aires, organizada pela adida agrícola do Brasil na Argentina, Juçara Duarte, e pela diretora de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Angela Peres, em parceria com o Setor Comercial da Embaixada do Brasil.

O encontro reuniu representantes de cafeterias, redes varejistas, distribuidores, importadores de chocolates finos e fabricantes argentinos interessados na aquisição de matérias-primas brasileiras, como pó e manteiga de cacau.

A agenda permitiu dar continuidade às negociações iniciadas durante a feira, aproximando empresas dos dois países e ampliando as perspectivas de novos contratos comerciais.

Argentina é mercado estratégico para o agronegócio brasileiro

A Argentina ocupa posição de destaque entre os principais destinos das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina.

Leia Também:  Sistemas integrados impulsionam colheita de grãos e estocam mais carbono no solo do Matopiba

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o país é o segundo maior importador de produtos do agronegócio brasileiro na região, atrás apenas do Chile. No último ano, as compras argentinas superaram US$ 2 bilhões, com destaque para produtos florestais, proteínas animais e derivados de cacau.

O desempenho reforça a importância do mercado argentino para empresas brasileiras que buscam ampliar sua atuação internacional.

Promoção internacional fortalece exportações de maior valor agregado

A participação brasileira na La Chocolaterie faz parte da estratégia do Governo Federal de incentivar a internacionalização da agroindústria nacional, promovendo produtos que vão além da exportação de commodities.

Ao apoiar empresas em feiras internacionais e rodadas de negócios, o Ministério da Agricultura e Pecuária busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados estratégicos, estimular a agregação de valor às exportações e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva do cacau e do chocolate.

Com o aumento da demanda por alimentos diferenciados e produtos premium, a expectativa é que iniciativas como essa contribuam para consolidar o Brasil como fornecedor de chocolates e derivados de cacau de alta qualidade, ampliando oportunidades para a indústria e para os produtores ligados à cadeia cacaueira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA