AGRONEGÓCIO

Varda estabelece novas parcerias para avançar na integração de dados agrícolas

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As empresas InCeres, especializada em soluções integradas, e IMBR Agro, dedicada ao processamento de dados climáticos para avaliação de risco agrometeorológico, agora fazem parte da rede de colaboradores da Varda.

De acordo com Deise DallaNora, Líder da Varda para o Brasil e América Latina, essas parcerias são fundamentais para a ampliação da rastreabilidade. Atualmente, mais de 90% da área agrícola nacional está mapeada, e a expectativa é atingir 100% até o final do ano. O objetivo é disponibilizar uma infraestrutura que promova a interoperabilidade dos dados, impulsionando a sustentabilidade no agronegócio.

A InCeres utilizará a ferramenta Global FieldID da Varda para aprimorar sua agricultura de precisão, fornecendo recomendações desde o preparo do solo até a semeadura. Isso permite uma gestão mais eficiente das atividades em campo, proporcionando aos agricultores uma visão completa da evolução de seus talhões.

Leonardo Menegatti, CEO da InCeres, destaca a importância da proposta de valor da Varda, que possibilita a conexão de dados e o acompanhamento da evolução dos talhões, simplificando a troca de informações entre sistemas diversos.

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No caso da parceria com a IMBR Agro, a integração das soluções visa trazer clareza às informações geolocalizadas, relacionando características climáticas e produtividade dos talhões. A Varda, por meio de sua ferramenta, contribuirá para otimizar o processamento de dados e o rastreamento nacional das áreas de cultivo.

Lucas Magro Koren, co-fundador da IMBR Agro, ressalta que a parceria com a Varda aumentará a eficiência ao fornecer informações geolocalizadas, aprimorando o conhecimento agroclimático e, consequentemente, a tomada de decisão.

O Global FieldID, desenvolvido pela Varda, é uma ferramenta que facilita a troca de informações entre sistemas, aprimorando o rastreamento da produção agrícola. A iniciativa visa mapear todas as áreas agrícolas do mundo, estabelecendo um padrão único de identificação para cada parcela de terra. Por meio de IDs exclusivos, a Varda promove uma agricultura mais eficiente, sustentável e transparente, atendendo à crescente demanda por práticas agrícolas responsáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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