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Valorização do Mogno Africano no Mercado Internacional em 2024: Conheça Suas Aplicações

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O mercado internacional tem demonstrado um aumento significativo na valorização do Mogno Africano em 2024. O valor da madeira exportada passou de 1.762 euros para 2.052 euros em um ano, apresentando um crescimento de 16%, o que gera grandes expectativas para o setor no Brasil.

Segundo o relatório da International Tropical Timber Organization (ITTO), conhecido por fornecer informações confiáveis sobre o mercado madeireiro, o Mogno Africano tem se destacado ao longo dos anos, especialmente neste ano. O preço por metro cúbico da madeira em lâmina teve um salto considerável, subindo de 1.575 euros em janeiro para 2.052 euros em abril de 2024, um aumento acelerado em apenas quatro meses.

Além do aumento no formato em lâmina, o valor da madeira de Mogno Africano seca ao ar livre também se valorizou, passando de 599 euros em abril do ano passado para 846 euros em junho deste ano. Esse crescimento é atribuído a fatores como a elevação da demanda em mercados específicos, mudanças nas políticas comerciais globais e condições econômicas que afetam diretamente os preços.

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O Que é o Mogno Africano?

O Mogno Africano é uma árvore exótica, cuja madeira é considerada nobre e de alta demanda no mercado. Essa matéria-prima é amplamente utilizada nas indústrias moveleira, de construção civil, além de ser fundamental para a produção de painéis, escadas, portas, instrumentos musicais, peças ornamentais de luxo e na indústria naval. O termo “Mogno Africano” abrange diversas espécies do gênero Khaya, sendo as mais conhecidas Khaya senegalensis e Khaya grandifoliola/ivorensis.

Embora o cultivo de Mogno Africano no Brasil seja recente, as projeções indicam um cenário promissor. Estima-se que uma floresta de 6 hectares possa gerar um lucro aproximado de R$ 10 milhões. Gilberto Capeloto, gerente comercial do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), ressalta a crescente adesão ao cultivo da espécie: “Desde o século 20, a espécie é comercializada, mas no Brasil ainda está em fase inicial. Acreditamos que já existem cerca de 50 mil hectares dedicados ao Mogno Africano no país, atraindo investidores nacionais e internacionais.”

Oportunidade de Investimento

O IBF gerencia um Polo Florestal com 4.400 hectares em Pompéu, Minas Gerais, onde o clima e o solo são ideais para o cultivo do Mogno. O investimento no Polo oferece a possibilidade de adquirir um lote de terras e contar com a condução especializada da floresta, englobando todo o processo de manejo e corte.

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Capeloto explica as opções de venda da madeira: “O investidor pode optar por vender a madeira em pé, enquanto as árvores ainda estão vivas, em tora, quando já cortadas mas não processadas, ou em forma serrada, após o corte em pranchas ou tábuas de diversas dimensões.”

Com essas estimativas e um mercado em expansão, o Mogno Africano se apresenta como uma excelente oportunidade de investimento no Brasil, reunindo tradição e inovação para o futuro do setor florestal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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