AGRONEGÓCIO

Usina solar é inaugurada no Interior de SP e inicia serviço de assinatura para consumidores de mais de 227 municípios paulistas

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Consumidores de mais de 227 municípios do Estado de São Paulo acabam de ganhar um serviço inédito de assinatura de energia solar. Foi inaugurada hoje (dia 20/2) uma usina fotovoltaica no município de Américo de Campos, no noroeste paulista, para atender de forma remota pequenas e médias empresas localizadas em toda a área de concessão da distribuidora Elektro, incluindo a Grande São Paulo, Arujá, Cabreúva, Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã e Santa Isabel, além do litoral, em cidades como Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Ubatuba.

A nova usina solar no estado é fruto de uma parceria entre a GreenYellow, multinacional especializada em transição energética, responsável pelo projeto, e a Sun Mobi, enertech pioneira no serviço de assinatura de energia solar no País, que será responsável pela gestão, comercialização e relacionamento com os clientes.

A proposta do novo empreendimento, que possui 5 megawatts (MW) de potência instalada, é democratizar ainda mais o acesso à tecnologia fotovoltaica para os consumidores paulistas do um jeito simples, moderno e 100% digital, sem a necessidade de investimento e/ou obras nos imóveis dos assinantes.

O novo serviço, que pode ser contratado de forma online, do mesmo jeito que é feito com streaming ou tv à cabo, também chega na região norte do estado de São Paulo, em cidades como Araras, Atibaia, Campos do Jordão, Leme, Limeira, Mogi Guaçu e Rio Claro, bem como na região sul do território paulista, em municípios como Capão Bonito, Piedade, Registro e Tatuí, e na região noroeste, abrangendo Andradina, Dracena, Fernandópolis, Jales e Votuporanga.

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O evento de inauguração da usina contou com as presenças de Guilherme Susteras, sócio fundador da Sun Mobi, e de Marília Damião, gerente de Marketing e Inovação da GreenYellow.

Na ocasião, foi realizado um plantio de 50 mudas de árvores no local, com a participação de 50 alunos da Escola Estadual José Abrão Melhem. No dia anterior, os responsáveis pela usina fizeram doação de mesas e banquinhos feitos com os pallets reciclados da obra, num total de 60 conjuntos doados para o mesmo colégio.

Benefícios para consumidores

Com a inauguração, a nova usina fornecerá energia limpa e renovável para edificações de todos os portes, entre casas, apartamentos, imóveis alugados, comércios e indústrias. A proposta é garantir, sem investimento do consumidor, eletricidade verde e barata para clientes que não podem ou não pretendem instalar painéis solares nos locais, com foco especial em pequenos negócios, como restaurantes, padarias, condomínios e demais empresas de comércio e serviços, além de consumidores residenciais.

“Esse tipo de contrato de fornecimento de energia solar tem crescido exponencialmente no País, impulsionado pela ausência de necessidade de investimento num sistema próprio de geração de eletricidade no telhado ou num pequeno terreno, além da facilidade do processo de adesão”, explica Alexandre Bueno, sócio da Sun Mobi.

Os consumidores têm alívio na conta de luz por dois motivos: primeiro, fazem gestão ativa do seu consumo com os sensores e informações disponibilizadas pela Sun Mobi e, depois, pela não incidência das bandeiras tarifárias nas contas de energia dos clientes da empresa. “A combinação dos dois fatores pode dar uma economia significativa para nossos assinantes”, completa Bueno.

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Parceria ganha-ganha

Para viabilizar o financiamento da usina, a Sun Mobi contou com uma parceria estratégica com a GreenYellow. Nesse modelo de negócio, a multinacional se responsabiliza pelo investimento e implantação da usina, bem como por todo o processo de operação e manutenção do ativo. “Esse modelo de contrato permite que cada empresa foque em suas atividades principais, criando uma verdadeira relação de ganha-ganha entre nós, a Sun Mobi e os consumidores finais, que se beneficiarão da energia produzida em nossa usina”, declara Marcelo Xavier, presidente da GreenYellow. Segundo Xavier, a usina gerou mais de 50 empregos diretos na região na fase de construção e evitará a emissão de 650 toneladas de CO2 anualmente.

“Estamos muito felizes com essa operação com a GreenYellow, e esperamos que seja a primeira de muitas. Com mais esse passo, reforçamos nossa posição de pioneirismo no estado de São Paulo, nos consolidando como a empresa que há mais tempo oferece esse tipo de solução para os pequenos e médios empresários paulistas”, explica Guilherme Susteras, sócio da Sun Mobi.

Fonte: A4&Holofote Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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