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Usina Coruripe Registra Moagem de Quase 14 Milhões de Toneladas na Safra 2024/25

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A Usina Coruripe, grupo composto por quatro unidades sucroenergéticas, alcançou a marca de 13,989 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas na safra 2024/25, registrando um aumento de 2,5% em comparação à temporada anterior. Os dados, divulgados em dezembro, abrangem o período acumulado até novembro.

Do total moído, 4,727 milhões de toneladas foram provenientes de cana própria, enquanto 9,261 milhões de toneladas vieram de fornecedores. Apesar do aumento geral, a cana própria registrou uma redução de 8,7% em relação à safra 2023/24.

A produtividade dos canaviais apresentou queda significativa de 12,1%, passando de 87,96 toneladas por hectare (t/ha) na safra anterior para 77,36 t/ha. Por outro lado, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrou alta de 1,6%, subindo de 136 para 138,22 kg de ATR por tonelada de cana.

Produção de Açúcar e Etanol

A produção de açúcar na safra 2024/25 totalizou 22,763 milhões de sacas, o equivalente a 455,275 mil toneladas, um crescimento de 9,7% em relação à safra anterior. Na temporada 2023/24, a produção foi de 20,745 milhões de sacas, ou 414,892 mil toneladas.

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A produção de etanol também apresentou alta, atingindo 437,099 mil metros cúbicos até novembro de 2024, um incremento de 0,9% frente aos 433,360 mil metros cúbicos registrados na safra anterior.

Desempenho Financeiro

A receita bruta acumulada da safra 2024/25 atingiu R$ 3,211 bilhões, um crescimento expressivo de 18,6% em comparação aos R$ 2,707 bilhões da temporada anterior. A receita líquida de vendas foi de R$ 3,082 bilhões até novembro, marcando um aumento de 18,8%.

O lucro bruto da companhia chegou a R$ 941,485 milhões, alta de 2,4% em relação ao mesmo período da safra anterior. O destaque, entretanto, foi o lucro líquido, que saltou 413,9%, alcançando R$ 598,427 milhões.

O EBITDA ajustado da Usina Coruripe também apresentou evolução, totalizando R$ 1,047 bilhão, um incremento de 4,8% em relação à safra 2023/24.

Com esses resultados, a Usina Coruripe consolida sua posição como uma das principais empresas do setor sucroenergético no Brasil, demonstrando resiliência e capacidade de adaptação em um cenário de desafios climáticos e de mercado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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