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Mercados Asiáticos Sobem com Exceção de Hong Kong

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Nesta terça-feira, as ações chinesas fecharam em alta, acompanhando o desempenho positivo dos mercados asiáticos, enquanto o mercado de Hong Kong encerrou o dia em queda.

Os investidores globais estão atentos aos pronunciamentos de membros do Federal Reserve em busca de indicações sobre possíveis cortes na taxa de juros do banco central dos Estados Unidos, após a decisão da semana passada de mantê-la inalterada.

Dados divulgados na segunda-feira revelaram que a produção industrial chinesa em maio não atingiu as expectativas, com o setor imobiliário permanecendo fraco, aumentando a pressão sobre Pequim para implementar medidas de apoio ao crescimento econômico. No entanto, as vendas no varejo superaram as previsões, impulsionadas por um feriado.

“O crescimento econômico da China não parece propenso a melhorar substancialmente nos próximos meses, embora também não seja fraco o suficiente para desencadear uma resposta do governo, o que significa que os participantes do mercado estarão mais uma vez aguardando a chegada de mais medidas”, afirmaram analistas da Gavekal Dragonomics em nota.

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Ao final do dia, o índice de Xangai subiu 0,48%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,27%. Por outro lado, o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,11%.

Desempenho dos Principais Índices Asiáticos:

  • TÓQUIO: O índice Nikkei avançou 1,00%, fechando aos 38.482 pontos.
  • HONG KONG: O índice Hang Seng caiu 0,11%, encerrando aos 17.915 pontos.
  • XANGAI: O índice SSEC subiu 0,48%, alcançando 3.030 pontos.
  • SHENZHEN: O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,27%, fechando aos 3.545 pontos.
  • SEUL: O índice KOSPI valorizou-se 0,72%, fechando aos 2.763 pontos.
  • TAIWAN: O índice TAIEX registrou alta de 1,16%, alcançando 22.757 pontos.
  • CINGAPURA: O índice Straits Times valorizou-se 0,13%, fechando aos 3.301 pontos.
  • SYDNEY: O índice S&P/ASX 200 avançou 1,01%, encerrando aos 7.778 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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