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USF Areão marca terceira unidade entregue por Cuiabá em apenas sete dias

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou na tarde desta segunda-feira (30) a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Areão, totalmente revitalizada. A solenidade reuniu profissionais da saúde, lideranças comunitárias e moradores da região, marcando um momento de conquista aguardado há anos pela comunidade.

Com a entrega da USF Areão, o município alcança a marca de três unidades inauguradas e revitalizadas em apenas sete dias, reforçando o compromisso da gestão com o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. Antes disso, já haviam sido entregues as unidades dos bairros Pedregal, no dia 23, e Praeiro, no dia 27, consolidando uma sequência de investimentos estratégicos para descentralizar e qualificar o atendimento na capital.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou a importância da entrega para a população:
“Essa unidade representa mais do que uma estrutura física renovada. Ela simboliza respeito com a população, valorização dos profissionais e compromisso com uma saúde pública mais próxima, eficiente e humanizada. Entregar três unidades em sete dias mostra que estamos avançando com planejamento e responsabilidade.”

A unidade revitalizada passa a contar com duas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com capacidade para atender até 8 mil pacientes vinculados. A estrutura foi planejada para garantir um atendimento mais resolutivo e humanizado, com espaços como sala de pré-consulta, consultórios médico e de enfermagem, consultório odontológico, ambiente multidisciplinar, farmácia, sala de vacina, sala de procedimentos e coleta, além de áreas administrativas, sala de reuniões, Central de Material Esterilizado (CME) e copa/cozinha.

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Moradora do bairro há 40 anos, Firmina Mendes Pereira Macedo se emocionou com a entrega:
“Eu esperei muito por esse momento. Ver essa unidade assim, bonita, organizada e pronta pra atender a gente dá um alívio no coração. É um cuidado que a gente sente de verdade.”

Inserida na Atenção Primária à Saúde, a USF do Areão atua como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), ofertando atendimentos iniciais, vacinação, acompanhamento contínuo e ações de prevenção e promoção da saúde, com foco especial em gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressaltou o impacto direto na assistência:
“A Atenção Primária é a base do SUS, e fortalecer essa rede é garantir que a população tenha acesso ao cuidado desde o primeiro atendimento. Aqui, conseguimos ampliar a cobertura, melhorar o fluxo e oferecer um serviço mais resolutivo, que acompanha o paciente ao longo da vida.”

Localizada na região Leste da capital, a unidade atende diretamente cerca de 6 mil moradores dos bairros Areão, Jardim Guanabara e adjacências, com capacidade de expansão conforme a demanda da população.

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A obra, iniciada em setembro de 2025 e concluída em março de 2026, foi integralmente viabilizada pela Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo financiamento e execução dos serviços. Durante o período de reforma, os atendimentos foram realizados provisoriamente nas unidades Pico do Amor e Campo Velho, garantindo a continuidade da assistência à população.

Já Luz Dalma, moradora há 48 anos do bairro Areão, destacou a transformação vivida pela comunidade:
“Antes era muito difícil, agora a gente vê uma unidade estruturada, com mais condições de atendimento. Isso faz toda diferença na vida da comunidade. A gente se sente valorizado.”

A reabertura da USF Areão representa a superação de um passivo histórico da comunidade e simboliza um avanço importante na organização da rede municipal de saúde, fortalecendo o vínculo entre equipes e usuários e proporcionando mais conforto, dignidade e segurança no atendimento.

Na solenidade, também estiveram presentes a vereadora Michelly Alencar; o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa; a secretária adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Susana Gutierrez; a secretária de Atenção Farmacêutica, Luisa Marques; a secretária de Gestão, Naianne Faria Lima; e a secretária de Atenção Especializada, Najla Brito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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