AGRONEGÓCIO

UPAs de Cuiabá receberão R$ 3,5 milhões em reformas e equipamentos para renovar credenciamento

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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá passarão por reformas estruturais e receberão novos equipamentos com investimento de R$ 3,5 milhões, por meio de emenda parlamentar da deputada Coronel Fernanda. O objetivo é preparar as unidades para a visita do Ministério da Saúde, prevista para dezembro de 2025, garantindo a manutenção dos recursos federais destinados à rede de urgência.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, finalizou recentemente a vistoria nas quatro UPAs da capital, Norte, Sul, Oeste e Leste, junto aos engenheiros de obras da pasta. O levantamento apontou necessidades de reparos.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou a importância do investimento:
“As reformas e a modernização das UPAs são essenciais para garantir atendimento de qualidade e segurança à população. Com essas melhorias, reforçamos nossa capacidade de resposta às emergências e seguimos aprimorando a rede de urgência e emergência da cidade”.

O secretário de Atenção Secundária, Odair Mendonça, reforçou a preparação das unidades para receber a fiscalização do Ministério da Saúde:
“O trabalho vai além da estrutura física. Estamos garantindo que equipamentos, sistemas e processos internos estejam atualizados, assegurando que as UPAs estejam plenamente qualificadas para receber recursos federais e atender a população com eficiência.”

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Além das reformas, a Prefeitura de Cuiabá registrou avanço significativo na organização da rede de urgência. As UPAs Verdão, Pascoal Ramos, Leblon e Morada do Ouro, juntamente com a Policlínica do Pedra 90, não registraram pacientes internados em salas de medicação por falta de leitos hospitalares nos últimos dias. O marco é resultado de ação integrada entre os hospitais municipais, as UPAs e a Central de Regulação Estadual.

A iniciativa faz parte de uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde, que busca acelerar a transferência de pacientes para enfermarias e UTIs, garantindo atendimento ágil, seguro e digno. Atualmente, cada UPA atende em média 450 pessoas por dia, totalizando cerca de 1.800 atendimentos diários nas quatro unidades. O trabalho envolve reavaliação constante dos pacientes: enquanto alguns podem continuar o tratamento em casa ou nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), aqueles que necessitam de internação aguardam vaga em enfermaria sem comprometer o fluxo de atendimento.

A Prefeitura reforça que o monitoramento da ocupação hospitalar continuará diariamente, com foco na integração entre unidades e na agilidade do atendimento, garantindo que os pontos de atendimento de urgência da capital operem sempre de forma eficiente.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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