AGRONEGÓCIO

UPA Leblon terá retomada de exames de imagens com serviço 24h

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá informa que, no prazo de até 7 dias, os serviços de tomografia e eletrocardiograma serão retomados na UPA Leblon, agora com atendimento 24 horas por dia. A mudança é resultado da troca da empresa prestadora do serviço de imagens, que até então era realizada pela One Laudos. Durante o período de transição, os atendimentos dos pacientes estão sendo realizados normalmente no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSM), garantindo a continuidade da assistência sem prejuízo à população.

De acordo com o secretário adjunto de Atenção Secundária, Israel Paniago, a Prefeitura foi notificada de forma repentina pela empresa anterior, que anunciou a suspensão imediata dos serviços a partir do dia 18 de julho. “A notificação chegou no dia 17 informando que no dia seguinte todos os atendimentos de tomografia e eletrocardiograma seriam cancelados. Agimos de forma rápida e solicitamos apoio imediato do HMC e do PS antigo, que prontamente atenderam à nossa solicitação. Também iniciamos a contratação emergencial de uma nova empresa, que já iniciou a instalação dos equipamentos. O tomógrafo já está em Cuiabá e a previsão de retomada total é de até 7 dias”, explicou.

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A nova empresa responsável, já conhecida da rede por prestar serviços de raio-x, assume agora a oferta de exames com condições ainda melhores para a saúde pública da capital. Segundo Raiza Boabaid, secretária Adjunta de Finanças e Planejamento, além da agilidade na solução, a substituição trouxe ganhos financeiros e técnicos para o município. “Apesar do susto, conseguimos transformar o problema em uma solução vantajosa. A nova empresa aceitou realizar os exames por um valor 40% menor do que o contrato anterior e ainda prestará serviço 24 horas por dia, o que amplia significativamente a cobertura e a agilidade no atendimento de urgência e emergência.”

Antes da mudança, o atendimento funcionava por apenas 12 horas, e exames urgentes feitos no período noturno precisavam ser realizados em hospitais da rede, o que exigia regulação e transferência dos pacientes. Com o novo modelo, as UPAs passam a contar com cobertura total, sem necessidade de deslocamento entre unidades, agilizando o diagnóstico e tratamento dos casos mais graves.

A secretária destaca ainda que a suspensão do serviço pela empresa anterior ocorreu sem o cumprimento do diálogo previamente estabelecido. “Já havíamos alinhado que a One Laudos iria atuar em regime de 24 horas, inclusive para auxiliar o Hospital São Benedito, que também está passando por troca de prestador. Mas fomos surpreendidos pela paralisação repentina, sem chance de organizar o atendimento. Ainda assim, conseguimos manter o atendimento funcionando com o apoio das demais unidades e, agora, vamos ampliar o serviço com mais eficiência e menos custo.”

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Por ora, o serviço será prestado em regime indenizatório, até que o novo processo licitatório – já em andamento – seja concluído, o que deve ocorrer até o final do ano. Caso seja comprovada a necessidade e viabilidade técnica, o atendimento em tempo integral poderá se tornar permanente.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça o compromisso com a qualidade da assistência à população, mesmo diante de situações inesperadas. A transição para o novo modelo de atendimento nas UPAs demonstra a capacidade da gestão em agir com responsabilidade, eficiência e foco na melhoria dos serviços oferecidos aos cuiabanos.

#PraCegoVer

A imagem mostra um grupo de servidores realizando a inspeção do local após a retirada de equipamentos pela empresa que deixou de prestar serviços à UPA Leblon. As paredes são brancas e o piso possui um tom azulado.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Industrialização ganha espaço no agro e biodiesel reforça mudança de perfil do Estado

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Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.

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Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.

Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.

O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.

Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.

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No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.

Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.

Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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