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Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá iniciam programação especial de prevenção ao suicídio

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As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Cuiabá iniciaram, nesta semana, uma série de atividades em alusão ao Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção do suicídio e à valorização da vida. A mobilização acontece em todas as regionais da capital e segue até o fim do mês, com ações durante a semana e programações especiais aos sábados, para alcançar também a população que não consegue ir às unidades em dias úteis.

O objetivo é acolher, ouvir e dialogar sobre saúde mental, fortalecendo vínculos comunitários e ampliando o acesso aos serviços. Durante todo o mês, as equipes da Atenção Primária realizam rodas de conversa, oficinas terapêuticas, palestras e atendimentos individualizados, além de incentivar práticas de autocuidado. A proposta é identificar sinais de alerta, reduzir o estigma em torno do sofrimento psíquico e garantir que a população tenha acesso a apoio psicológico e social.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou a relevância da mobilização. “O Setembro Amarelo é um chamado para toda a sociedade refletir sobre a importância da saúde mental. Ao levarmos essas ações para dentro das comunidades, queremos acolher as pessoas, abrir espaços de escuta e, principalmente, mostrar que ninguém está sozinho. Essa é uma prioridade da gestão, cuidar da saúde integral da nossa população”, afirmou.

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Além das ações voltadas diretamente à comunidade, o mês também será marcado por capacitações para os profissionais da Atenção Primária, abordando temas como saúde da pessoa idosa, triagem neonatal, manejo clínico da tuberculose, tabagismo e arboviroses. Essas formações visam fortalecer a rede de cuidado e ampliar a resolutividade dos serviços oferecidos.

Cronograma das ações nas regionais de Cuiabá

Regional Norte – 06/09/2025
USFs Novo Paraíso 1 e 2, Paiaguás, Clínica da Família, CPA 3, CPA 4, Jardim União/Florianópolis, Jardim Vitória 1 e 2.

Regional Sul – 13/09/2025
USFs Jardim Industriário, Pedra 90 (1, 2 e 3), Nico Baracati, Santa Laura/Jardim Fortaleza, Osmar Cabral/Liberdade, São João Del Rei/Novo Millenium, Tijucal, Parque Ohara, Coxipó (1 e 2), Santa Terezinha, Jóckey Club, Parque Atalaia e Parque Cuiabá.

Regional Leste – 20/09/2025
USFs Grande Terceiro, Lixeira/Baú, Areão, Dom Aquino, Imperial, Campo Velho, Várzea Ana Poupina, Altos da Serra (1 e 2), Praeiro (1 e 2), Dr. Fábio (1 e 2) e Pedregal.

Regional Oeste – 27/09/2025
USFs Santa Amália/Araçá, Cid Verde/Cidade Alta, Ribeirão do Lipa, Santa Izabel, Despraiado, Ribeirão da Ponte, Sucuri e Independência.

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Regional Rural – 27/09/2025
USF Guia.

O Setembro Amarelo reforça o compromisso da gestão municipal em priorizar a saúde mental como parte essencial da qualidade de vida da população, aproximando a comunidade dos serviços de saúde e promovendo um cuidado cada vez mais acolhedor.

#PraCegoVer

A imagem mostra a fachada da USF São Gonçalo em tons de verde e branco.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Inmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro

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A agricultura brasileira enfrenta nesta semana uma distribuição desigual das chuvas, com volumes elevados em parte do Centro-Sul e da Amazônia e pouca água em outras regiões produtoras. O cenário exige atenção tanto no plantio da safra 2026/27 quanto na colheita das lavouras do ciclo anterior. A previsão nacional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgada nesta terça-feira (13.10) e válida até o dia 20, aponta diferenças expressivas entre as regiões e dentro de um mesmo estado.

Os maiores acumulados previstos chegam a 200 milímetros no centro-norte do Paraná e superam 150 milímetros no centro-oeste do Amazonas. Também há indicação de volumes acima de 100 milímetros no litoral sul paulista e no Rio de Janeiro. Em contrapartida, grande parte do Nordeste deve permanecer sem chuva expressiva, assim como áreas do Centro-Oeste. Para a agricultura, o contraste reúne riscos de interrupção dos trabalhos pelo excesso de umidade e de dificuldade para iniciar o cultivo onde o solo continua seco.

O contraste alcança regiões de um mesmo estado. No Centro-Oeste, os acumulados previstos chegam pontualmente a 100 milímetros no centro de Goiás e no sul de Mato Grosso do Sul. No sul de Mato Grosso, a previsão alcança 50 milímetros; em outras áreas da região, os volumes não devem ultrapassar 10 milímetros. Para o produtor, essa distribuição exige avaliar a umidade da própria lavoura antes de avançar com a semeadura.

No Sul, a chuva também não será uniforme. Santa Catarina tem previsão de 40 a 60 milímetros em sua faixa central e litorânea. No Rio Grande do Sul, o litoral deve receber perto de 40 milímetros, mas a maior parte do estado terá pouca precipitação. A redução das chuvas abre espaço para operações de campo onde a umidade do solo permitir a entrada das máquinas.

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O Sudeste concentra outra faixa de atenção, com volumes superiores a 100 milímetros previstos no litoral sul paulista e no Rio de Janeiro. No Norte, o centro-oeste do Amazonas deve receber mais de 150 milímetros, enquanto não há previsão de chuva no Amapá e no centro-norte do Pará.

O risco muda conforme a fase da lavoura

A chuva que ajuda a instalar soja e milho também traz dificuldades às culturas prontas para colher. O excesso de água restringe o trabalho das máquinas e ameaça a qualidade dos grãos que permanecem no campo. Esse efeito já apareceu no acompanhamento de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que registrou benefícios às lavouras de verão e problemas nos cultivos de inverno.

No Paraná, naquele período, produtores ajustaram a colheita do trigo para aproveitar os intervalos sem chuva. Em Santa Catarina, a umidade persistente aumentou a preocupação com doenças. Em São Paulo, a Conab apontou comprometimento da qualidade e risco de germinação do trigo ainda na espiga. São ocorrências observadas em setembro, que ajudam a dimensionar o cuidado necessário nas áreas ainda não colhidas.

A falta de água tem outra consequência: dificulta o estabelecimento das plantas e reduz o potencial produtivo quando alcança etapas importantes do desenvolvimento. Nas áreas agrícolas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a Conab verificou em setembro que as chuvas haviam amenizado o risco de incêndios, mas ainda eram insuficientes para permitir o plantio na maioria das lavouras sem irrigação.

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Perdas anteriores mostram o peso do calendário

O impacto da estiagem já aparece nos resultados da safra anterior. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com base no acompanhamento da Conab, a produtividade do milho de segunda safra na Bahia ficou 38,5% abaixo da estimativa inicial. O resultado foi associado ao plantio fora do período mais adequado e à redução das chuvas a partir de abril.

Na agricultura familiar, o boletim de setembro identificou 170 municípios com risco alto de seca e 27 com risco muito alto entre aqueles com plantios de milho ou feijão sem irrigação iniciados em julho. O Nordeste concentrou 131 municípios do primeiro grupo e 26 do segundo. A classificação indica exposição ao risco, não uma medida de perdas já confirmadas.

Para as próximas operações, a referência deve ser a condição local: água suficiente para iniciar o cultivo, solo adequado ao tráfego das máquinas e intervalos de tempo favoráveis à colheita. Os avisos do Inmet e o acompanhamento da Conab ajudam a organizar esse trabalho. A previsão de chuva para uma região, sozinha, não garante que todas as propriedades receberão o volume necessário.

Fonte: Pensar Agro

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