AGRONEGÓCIO

UNICA: Etanol leva vantagem sobre preço da gasolina no Brasil

Publicado em

Usar etanol no tanque dos veículos está cada vez mais vantajoso no Brasil. O último dado da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostra que a relação ante a gasolina está em 62,9%, dando vantagem ao biocombustível.

O etanol passa a ser mais vantajoso economicamente a partir de uma relação de 70%, mas é importante destacar que esse percentual varia de acordo com o modelo do carro, o perfil do motorista e as condições do percurso. De acordo com os dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV/INMETRO), a depender do veículo, a decisão de escolha pelo biocombustível pode se dar a partir de uma relação de preço de até 75%.

Os últimos dados da ANP mostram que o preço médio nacional da gasolina comum nos postos do país foi de R$ 5,63 por litro. Já o do etanol hidratado, utilizado diretamente no tanque, foi de R$ 3,54 por litro. Segundo os dados da ANP, o consumidor economiza ao abastecer com etanol em 10 Estados do Brasil.

Leia Também:  CNU: tire suas dúvidas sobre o adiamento do concurso

Nos seis Estados de maior consumo (GO, MT, MS, MG, PR e SP), que representam 85% do mercado, a paridade de preços é inferior a 65% há quase dois meses. Em algumas regiões, o etanol é mais vantajoso que a gasolina desde maio deste ano.

“O preço do etanol hidratado na bomba está altamente atrativo nos principais mercados do País há mais de três meses. Olhando para o histórico do consumo, quando a paridade chega a esse patamar, os consumidores aumentam a procura pelo etanol”, afirma Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA).

Diferente de outros anos, quando apenas o preço direcionava o comportamento do consumidor, a preocupação ambiental tem pesado cada vez mais na hora de abastecer. Um motor flex, abastecido 100% com etanol, emite 70% menos CO2 do que um que movido a gasolina C com 27% de etanol anidro.

Fonte: UNICA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

Published

on

Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

Leia Também:  Paraná se consolida como a quarta maior economia do Brasil, com destaque para crescimento e investimentos

No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Leia Também:  Impacto Econômico da Broca na Produção de Açúcar e Etanol: Estudo Revela Perdas Significativas

Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA