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União Europeia Adia Regras para Importação de Produtos Agrícolas, e SeloVerde MG Pode Facilitar Exportações

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A União Europeia (UE) anunciou a prorrogação dos prazos para a implementação do Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês), conforme informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais. O regulamento, inicialmente previsto para entrar em vigor em 30 de dezembro de 2024, agora será aplicado a partir de 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas.

A norma estabelece a proibição da importação de produtos originados de áreas desmatadas após dezembro de 2020, afetando commodities como café, soja, óleo de palma, cacau, borracha, madeiras, bovinos e seus subprodutos. Para garantir a conformidade com os requisitos de rastreabilidade e a preservação ambiental, os produtores mineiros poderão contar com o SeloVerde MG, plataforma que atesta a regularidade ambiental das propriedades rurais do estado.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destacou que a análise detalhada do parque cafeeiro de Minas, por meio do SeloVerde MG, revelou que 99% das propriedades produtoras de café estão em conformidade com as exigências da União Europeia. “Isso habilita nossos produtores a exportar conforme as novas regulamentações”, afirmou Fernandes. Além disso, a plataforma também indicou conformidade de 97% das propriedades de pecuária bovina e 95% das propriedades de soja.

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Desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Governo de Minas Gerais, a plataforma SeloVerde MG já conta com mais de 1 milhão de propriedades georreferenciadas por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A ferramenta fornece informações detalhadas sobre rastreabilidade, conformidade com a legislação ambiental e os critérios socioambientais exigidos para a exportação de commodities.

Com a recente atualização para a versão 1.6, a plataforma passou a oferecer análises automáticas para validação do CAR e monitoramento ambiental, o que aumenta a transparência e fortalece a competitividade do agronegócio mineiro no mercado internacional. A plataforma tem atraído o interesse de cooperativas e empresas do setor agrícola que buscam integrar seus protocolos de sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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