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Uisa registra prejuízo de R$ 206,74 milhões em 2023/24, apesar de vendas recordes de açúcar

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A Uisa, anteriormente conhecida como Usinas Itamarati, apresenta um cenário financeiro desafiador, com um prejuízo líquido de R$ 206,74 milhões na safra 2023/24, revertendo o lucro de R$ 569,86 milhões obtido no ciclo anterior. Mesmo diante de recordes nas vendas de açúcar e da captação de debêntures em junho para reforço de caixa, a companhia se vê obrigada a reavaliar suas estratégias.

O CEO da Uisa, José Fernando Mazuca Filho, destacou, em comunicado sobre os resultados, que a empresa permanece otimista. Ele enfatizou a atenção da companhia às oportunidades de mercado, especialmente no setor de exportação de açúcar branco através dos portos de Santos e Paranaguá. O objetivo é maximizar a produção de açúcar enquanto reduz a oferta de etanol, uma abordagem que trouxe renovada motivação à equipe.

Durante a safra 2023/24, a Uisa investiu em diversos projetos, aumentando sua capacidade de moagem de 6,3 milhões para 6,7 milhões de toneladas de cana. Assim, a empresa alcançou uma moagem de 6 milhões de toneladas, volume que representa um crescimento de 16,2% em relação ao ciclo anterior, a maior safra dos últimos 15 anos. Deste total, 3,77 milhões de toneladas foram de cana própria, registrando um incremento anual de 23,6%.

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A empresa atribuiu o aumento na produtividade agrícola, que alcançou 94,6 toneladas por hectare — um aumento de 3,8% —, à combinação de eficiência operacional e condições climáticas favoráveis no início da safra. Contudo, a Uisa observou uma diminuição na concentração de açúcar total recuperável (ATR) na cana, que foi de 129,2 kg/t, uma queda de 4,9%. Como resultado, o índice de toneladas de ATR por hectare subiu para 12,2 toneladas, um aumento de 0,9%.

Em termos de produção, a Uisa alcançou um recorde de 6,41 mil sacas de açúcar, marcando um crescimento anual de 13,2%. A produção de etanol também teve um desempenho positivo, totalizando 273 milhões de litros, uma alta de 17,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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