AGRONEGÓCIO

Trouw Nutrition amplia capacitação técnica para acompanhar crescimento do gado confinado no Brasil

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A Trouw Nutrition intensifica programas de especialização para sua equipe técnica, visando atender ao aumento do sistema de confinamento de gado de corte e vacas leiteiras no Brasil. O objetivo é aprimorar conhecimento em manejo, nutrição e tendências internacionais do setor.

Crescimento do confinamento no Brasil exige suporte técnico especializado

O sistema de confinamento, em que o gado é alimentado com ração em vez de pasto, cresce entre 5% e 6% ao ano no país. O zootecnista e diretor de Negócios para Ruminantes da Trouw Nutrition, Francisco Olbrich, projeta um aumento de 7% no rebanho confinado em 2025, que deve alcançar 8,53 milhões de cabeças.

“Esse modelo exige suporte técnico especializado para orientar produtores sobre manejo e dieta dos animais”, explica Olbrich.

Imersão internacional fortalece conhecimento da equipe

Para aprimorar a capacitação, a equipe técnica da Trouw Nutrition realiza visitas a confinamentos nos Estados Unidos a cada dois anos. O país possui entre 25 e 32 milhões de cabeças confinadas anualmente, sendo referência global em manejo e eficiência.

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Recentemente, a equipe esteve nos estados do Texas, Oklahoma, Kansas e Colorado, visitando confinamentos com capacidade entre 20 mil e 60 mil cabeças, além de fazendas leiteiras e instalações de processamento de carne.

Cruzamentos de raças elevam qualidade da carne

Entre as tendências observadas, Olbrich destaca o uso de sêmen sexado de Angus em vacas leiteiras para produzir bezerros meio sangue Holstein e Angus, conhecidos como “Beef on Dairy”. Em algumas fazendas, até 40% das vacas eram inseminadas com sêmen sexado, e um bezerro deste tipo pode valer US$ 1.000 ao nascer.

“Esse cruzamento tem grande impacto na qualidade da carne e na eficiência alimentar. Compreender o manejo para o preparo desses bezerros em confinamentos é fundamental para resultados de alta performance”, afirma Olbrich.

Parcerias e aprendizado em universidades e indústria

Durante a visita, a equipe conheceu a fábrica Hi-Pro da Trouw Nutrition, em Friona, Texas, e participou de programas de pesquisa com o Dr. Terry Engle, renomado especialista em minerais para bovinos de corte na Universidade do Colorado.

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Olbrich ressalta ainda a visita a instalações de processamento de carne de um projeto da JBS, com investimento de US$ 1 bilhão, que proporcionou interação direta com confinamentos, produtores e indústria.

“Esse tipo de imersão é essencial para preparar nossos técnicos e oferecer o melhor suporte aos clientes brasileiros”, concluiu Olbrich.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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