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Safra de milho no Paraná: expectativa de 3 milhões de toneladas na primeira colheita

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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou no Boletim de Conjuntura Agropecuária desta semana, referente ao período de 1º a 7 de dezembro, que o plantio da primeira safra de milho no Paraná foi concluído, cobrindo uma área de 312 mil hectares. As previsões indicam uma colheita estimada em 3 milhões de toneladas.

No entanto, as condições climáticas, marcadas pela baixa luminosidade, impactaram negativamente o desenvolvimento das plantas de milho, podendo ter uma leve influência na projeção de produtividade em comparação ao ciclo de 2022. Este ano, a área plantada é 18% menor em relação ao último ciclo, que abrangeu 379,1 mil hectares. A redução na estimativa produtiva acompanha a mesma proporção. Na safra inicial de 2023, foram colhidas 3,7 milhões de toneladas.

Uma tendência que se solidifica é a diminuição da importância da primeira safra em comparação à segunda, conhecida como “safrinha”, destacando-se pela expressiva produção de 14 milhões de toneladas de milho em 2022. A segunda safra, plantada entre janeiro e abril, apresenta a perspectiva de um trabalho mais ágil em 2024, sem atrasos na colheita da soja, diferentemente do ocorrido em 2023. O milho é semeado em parte da área destinada à soja.

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No cenário atual, observa-se um adiantamento nas fases de desenvolvimento da soja, com 17% da área prevista de 5,8 milhões de hectares já apresentando vagens formadas. Em comparação ao ciclo anterior, apenas 3% estavam nesse estágio no mesmo período. Estima-se que o milho safrinha ocupará pelo menos 2,3 milhões de hectares, consolidando sua relevância na agricultura paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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