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Trinta e três indústrias mineiras recebem certificados de participação no Proalminas

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O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) entregaram os certificados de participação no Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas) a 33 indústrias têxteis. Realizada nesta sexta-feira (17/11), na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a solenidade marcou os 20 anos da política pública.

Criado em 2003, o Proalminas surgiu a partir da demanda da cadeia produtiva, que previa perda de mercado, fechamento de indústrias mineiras, demissões e uma série de outras consequências em decorrência da isenção fiscal oferecida por outros estados. Em Minas Gerais, a política pública foi articulada para que a redução da carga tributária sobre o produto industrializado se revertesse em benefícios para toda a cadeia produtiva.

O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destaca a importância do programa para a recuperação da cultura no estado e sua importância na agricultura familiar, especialmente do Norte de Minas. “Hoje o agricultor familiar de algodão recebe pelo seu produto o mesmo preço que é pago a um grande produtor, tem acesso às tecnologias, eliminou a presença do atravessador e tem renda e condições de proporcionar uma vida digna para sua família. Tudo isso tem sido possível graças às parcerias com os produtores através da Amipa, prefeituras, cooperativas e as indústrias mineiras de algodão que fazem este programa funcionar”.

Funcionamento

Ao aderir ao programa, as indústrias têxteis se comprometem a comprar uma cota do algodão de produtores mineiros e, em troca, recebem uma isenção sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

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Em contrapartida, o algodão, com Certificação de Origem e Qualidade concedida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é adquirido dos produtores com um ágio de 7,85% sobre o valor praticado no mercado.

Na avaliação do sócio corretor da Santiago Cotton, Rodrigo Carvalho Santiago, foi uma forma inédita e importante para que toda a cadeia têxtil de Minas se desenvolvesse. “Criou-se uma condição de equilíbrio em relação aos outros estados que ofereciam incentivos fiscais para o setor, num momento de estresse máximo. O programa foi importante para gerar emprego, riqueza e criar condições para a manutenção e renovação tecnológica do parque têxtil”, afirma.

Resultados

Nos 20 anos de execução do programa, de 2003 a 2023, a produção de algodão passou de 85,5 mil toneladas para 110,3 mil toneladas estimadas para a safra 2023/2024. Os recursos do Proalminas também são utilizados para o desenvolvimento de pesquisas, validação de tecnologias e práticas sustentáveis de cultivo, monitoramento e combate às pragas e doenças, implantação de laboratórios e outras ações visando à melhoria da qualidade do algodão mineiro.

“Atualmente, Minas produz um excelente algodão, com bastante fibras. A Amipa elaborou um conjunto de regras, instalou laboratórios e classificadores exatamente para dar fidelidade à produção mineira. Meu desejo é que continuem com esse sistema de incentivo, fundamental para manter o algodão mineiro no ápice, tanto na produção quanto na qualidade”, afirma Marcos Bossi de Paula, diretor executivo da Depaula Corretora.

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O secretário-adjunto João Ricardo Albanez destaca que uma política pública só persiste se ela for exitosa. “Hoje nós temos uma sinergia entre o setor primário, a indústria têxtil e o governo, fazendo com que a gente sinta que esta política vai persistir por muitos anos. Além do feedback da cadeia produtiva, estudos da Fundação João Pinheiro mostram que o retorno financeiro obtido foi maior que a isenção fiscal no período de 2004 a 2018”.

O subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Caio Coimbra, analisa o programa nos aspectos socioeconômico e ambiental. “A cada um real de incentivo fiscal colocado pelo Governo voltam R1,42. Ou seja, tem um ágio de 42% em cima do que é investido. No período de 2007 a 2018, foram mais de 51 mil empregos gerados por ano. As ações do programa também são importantes para o fortalecimento do cultivo do algodão, no Norte de Minas, onde a cultura é significativa como geradora de renda e emprego. Na questão ambiental, ressalta-se a importância da produção de inimigos naturais. Isso faz com que a quantidade de agroquímicos utilizados seja muito menor”, detalha.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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